Bancos diminuem taxas de juros

Os Bancos já começam a aumentar o crédito e reduzir as taxas de juros nos empréstimos para pessoas físicas. Isso se deve às quedas na taxa básica de juros (Selic) e à redução pelo Banco Central (BC) no recolhimento compulsório- porcentagem dos depósitos à vista dos clientes que os bancos são obrigados a manter bloqueados no BC, sem nenhuma remuneração. Com isso, a expectativa é de reaquecimento nas compras no segundo semestre. De acordo com o chefe do Departamento Econômico do Banco Central (Depec), Altamir Lopes, o crédito concedido pelos bancos às pessoas físicas passou de R$ 43,64 bilhões em abril, para R$ 46,1 bilhões em maio. Um crescimento de 5,6%. "A tendência é de que continue crescendo", diz ele. Além disso, na média, as taxas de juros baixaram de 1,9% em janeiro para 1,5% em maio.De acordo com Carlos Eduardo Wanderley, diretor de marketing e produto do banco HSBC, a instituição vem aumentando o volume de crédito para pessoa física desde março - o banco não revela os números. As taxas de juros também foram reduzidas. No cheque especial, os juros mensais passaram de 6,60% (mínima) e 9,40% (máxima), em março, para 4,50% e 8,50% em junho. A taxa máxima para crédito pessoal passou de 4,95%, em março, para 4,30%, em junho. Segundo Wanderley, o banco está estudando novas reduções.O banco Santander também reduziu as taxas de juros no cheque especial, que passaram de 11,95% para 10,05% ao mês, após a redução da Selic. No super cheque, - produto da instituição pelo qual as taxas de juros diminuem à medida em que o cliente ultrapassa o limite de crédito - a taxa máxima caiu de 10,65% para 9,90% ao mês. As demais taxas não foram alteradas. Quanto ao volume de crédito, o banco não quis divulgar os números.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.