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Bancos dos EUA têm déficit de capital de US$74,6 bi

Os reguladores dos Estados Unidos disseram aos principais bancos do país nesta quinta-feira que eles precisam levantar 74,6 bilhões de dólares em recursos para ter um colchão de liquidez. As autoridades esperam assim restabelecer a confiança no setor financeiro e abrir caminho para o fim da maior recessão em várias décadas.

KAREY WUTKOWSKI E DAVID LAWDER, REUTERS

07 de maio de 2009 | 19h28

Os resultados dos "testes de estresse" - que envolveram mais de 150 autoridades avaliando os números dos 19 maiores bancos dos EUA - efetivamente mostraram a linha que separa os grupos financeiros sólidos dos fracos, e mostraram exatamente o quanto essas instituições precisam obter em capital adicional.

As revisões dos bancos, lideradas pelo Federal Reserve, mostraram que 10 deles possuem déficit de capital para lidar com potenciais fortes prejuízos caso a recessão piore. O Bank of America tem o maior déficit de capital, de 33,9 bilhões de dólares, enquanto o Citigroup precisa de 5,5 bilhões de dólares.

O Wells Fargo, por sua vez, necessita de 13,7 bilhões de dólares e a GMAC, unidade da General Motors, de outros 11,5 bilhões.

A administração do presidente dos EUA, Barack Obama, espera que os bancos levantem capital com fontes privadas, embora o chairman do Fed, Ben Bernanke, tenha dito que o governo está preparado para ajudar as instituições se for necessário.

"Nosso governo, através do Departamento do Tesouro, estará pronto para oferecer qualquer capital adicional se necessário para garantir que nosso sistema bancário seja capaz de caminhar em uma reviravolta econômica desafiadora", disse Bernanke em comunicado.

O time de Obama parece ter gerenciado bem as expectativas, deixando o mercado saber da pior notícia relacionada aos testes do estresse dois dias atrás, sobre a necessidade de cerca de 34 bilhões de dólares do Bank of America.

Os 74,6 bilhões de dólares são menos do que alguns analistas tinham estimado antes que os testes de estresse fossem finalizados. O montante também parece ser pequeno o suficiente para garantir que a Casa Branca não tenha que pedir ao Congresso dinheiro além dos 700 bilhões de dólares aprovados no ano passado, com intuito de ajudar o setor a lidar com ativos problemáticos em seus balanços.

CREDIBILIDADE ABALADA

Mas ainda há muitos céticos sobre a estratégia da administração Obama para os bancos.

A Associação dos Banqueiros dos EUA criticou a severidade dos testes de estresse e disse que não há evidências de que os bancos precisem reforçar sua estrutura de capital. Segundo a entidade, os resultados podem terminar em "especulações danosas" aos bancos.

Alguns analistas e investidores questionaram a credibilidade dos testes.

"Na melhor das hipóteses, o processo pode ter sido uma perda de tempo. Na pior, é algo que tem causado mais confusão", disse o chairman da empresa de investimentos Holland & Co, Mike Holland, falando antes que os resultados oficiais dos testes fossem divulgados. Não está claro, por exemplo, como bancos precisarão levantar mais capital, disse ele.

Os bancos podem cobrir qualquer déficit de capital por um misto de venda de ativos, oferta de ações e, talvez, pela conversão de ações preferenciais em ordinárias. Reguladores têm colocado ênfase na existência de ações ordinárias na composição do capital, no lugar de preferenciais.

(Reportagem adicional de Christian Plumb, Elinor Comlay, Jonathan Stempel, Paritosh Bansal, Ellis Mnyandu, Dan Wilchins e Jennifer Ablan em Nova York, e Mark Felsenthal, Glenn Somerville, Emily Kaiser e Jeff Mason em Washington; texto de Emily Kaiser)

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