Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Bancos dos EUA terão de assumir perdas de US$ 60 bi

Na semana passada, os presidentes de dois dos maiores bancos do mundo, Citigroup e Merrill Lynch, perderam o emprego no rastro da crise de crédito das hipotecas imobiliárias de segunda linha (subprime) norte-americanas.Foi só o começo. Os grandes bancos americanos ainda estão sentados em cima de perdas estimadas entre US$ 20 bilhões e US$ 60 bilhões, que devem ser anunciadas até o fim do ano. Esse é o valor dos investimentos em títulos lastreados em hipotecas e outras dívidas arriscadas que deverão ser "marcados a mercado", ou seja, ter seu valor contábil ajustado ao valor real de mercado. Como grande parte das hipotecas que garantem esses títulos não valem nada, porque não vão ser pagas, o valor de muitos desses papéis é zero, porque ninguém em sã consciência vai querer comprá-los.Até agora, os bancos vinham "escondendo" grande parte de suas perdas com créditos arriscados por meio de uma manobra contábil. A maioria desses papéis exóticos (ou tóxicos, como são chamados agora) não são líquidos, ou seja, não trocam de mãos freqüentemente.Mas a SEC, a comissão de valores mobiliários americanos, vai acabar com essa festa. A partir desta quinta-feira (dia 15), esses papéis tóxicos precisarão ter seu valor de mercado registrado nos balanços e não apenas o valor estimado em modelos matemáticos. "Aí é que vamos ver o real valor das perdas dos bancos", diz um analista do mercado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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