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Bancos elogiam medidas anunciadas pelo BC

Bradesco diz que carteirade empréstimos pode serampliada em R$ 10 bi;para Itaú, melhoram ascondições para o crédito

ALINE BRONZATI, ANNA CAROLINA PAPP, O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2014 | 02h03

A retirada pelo Banco Central de medidas macroprudenciais, adotadas em 2010, pode aumentar a carteira de empréstimos do Bradesco em cerca de R$ 10 bilhões, segundo o presidente do banco, Luiz Carlos Trabuco Cappi. Esses recursos não são liberados imediatamente, mas à medida que aparecer a demanda por crédito, segundo ele.

Trabuco lembra que o perfil mais moderado dos bancos para emprestar, adotado em 2010 quando foram implementadas as medidas macroprudenciais, permanece até hoje. Ele disse ainda que não é possível dizer, agora, se as medidas do BC podem contribuir para evitar uma revisão para baixo das metas de crescimento da carteira de financiamentos em 2014.

"As medidas anunciadas pelo Banco Central são importantes por vários motivos e lançam uma visão no sentido de flexibilizar o crédito que por si só ajuda a melhorar o clima econômico do País", avaliou Trabuco, em entrevista ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado.

O presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, também elogiou as medidas. "Vejo de forma positiva as iniciativas, pois criam condições de aumentar o crédito em alguns segmentos do mercado financeiro onde a liquidez estava menos folgada", destacou ele, em nota ao Broadcast. "Vejo muito bem a alteração na norma de alocação de capital para créditos longos pois torna o capital exigido mais consistente com o risco da operação", acrescentou.

Já o setor automotivo recebeu o anúncio de forma muito positiva. Para Luiz Moan, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), reflexos poderão ser sentidos no mercado já no mês de agosto. "Estamos muito alegres não somente pelo impacto direto, mas por ser uma medida que sem dúvida afeta de forma horizontal a economia brasileira."

Ele afirma que a medida é importante pois facilita a retomada de liquidez na comercialização de novos produtos. "Fechamos o mês passado com 45 dias de estoque, a oferta está posta." Para ele, a queda nas vendas do setor não se deve a uma redução no desejo de adquirir veículos, mas sim de dificuldades para fazê-lo.

O varejo, de olho no patamar da taxa de juros, viu o anúncio com mais cautela. Fabio Pina, assessor econômico da Fecomercio-SP, avaliou a medida como válida, porém "de caráter emergencial". "No curto prazo, você tem mais recursos na economia, beneficiando o consumo. Mas se eu estimular demais o consumo, vou colher mais inflação", observa. Para ele, os recursos devem ser destinados a investimentos, para que haja benefícios mais duradouros.

Para Carlos Thadeu de Freitas, chefe da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio (CNC), os setores mais beneficiados serão pequenas e médias empresas, consignado e veículos, por terem prazo maior de financiamento. "A solução hoje passa por uma diminuição das taxas de juros, mas já vimos que isso não vai acontecer agora."

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