Bancos em busca de elevar receita

Apesar da queda dos ganhos com juros menores, a redução das provisões com crédito garantiu aos bancos boa rentabilidade no primeiro semestre deste ano. Para o segundo semestre, porém, o esforço de elevar as receitas terá de ser maior e deverá incluir agressivo crescimento da carteira de crédito, do número de produtos por cliente e do controle de gastos, acreditam analistas. O cenário desse ano é bem diferente de 1999. No primeiro semestre do ano passado, o ganho dos bancos foi centrado no efeito da desvalorização do real sobre as carteiras de títulos indexados ao câmbio e operações de crédito em moeda estrangeira. Para aumentar lucro, banco diminui nível de provisionamentoCom um lucro no primeiro semestre deste ano de R$ 123 milhões, 25,9% superior ao de igual período do ano passado, o BCN reduziu o nível de provisionamento para devedores duvidosos, de R$ 300 milhões no ano passado para R$ 70 milhões neste semestre. Segundo o diretor-presidente do banco, José Luiz Acar Pedro, um fator que contribui bastante foi a estabilização da inadimplência tendendo a melhora no segundo semestre. Ainda, segundo o diretor-presidente, a briga pelo cliente já está acontecendo, com os bancos se esforçando em atender bem e aumentar sua base de clientes: "ninguém quer ficar para trás, as taxas vão caindo e as vantagens para os clientes são maiores", acrescenta. Exemplo disso é a recente disputa no segmento de financiamento de veículos. Os bancos da GM, Ford e Fiat reduziram os juros na semana passada.Outro esforço dos bancos será para aumentar o número de produtos por cliente - seguros, previdência, aplicações em fundos, ou seja, tudo onde se possa cobrar alguma tarifa e aumentar a receita de serviços. Alguns bancos já ampliaram as malas diretas e campanhas para aumentar esses produtos. Rende mais vender mais para o mesmo cliente do que conseguir um novo, afirmam diretores de bancos.

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