Bancos espanhóis necessitam de 60 bi, diz ministro

A necessidade de capital dos bancos espanhóis calculada pela consultoria Oliver Wyman é de cerca de 60 bilhões, em consonância com a primeira auditoria feita em junho. A informação foi dada ontem pelo ministro da Economia da Espanha, Luis de Guindos. O valor está longe dos 100 bilhões oferecidos por uma linha de crédito europeia para recapitalizar o sistema financeiro espanhol, uma ajuda que o ministro disse destinar-se estritamente às necessidades bancárias.

O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2012 | 03h11

Quanto a um possível pedido de resgate pela Espanha a seus parceiros europeus, ele insistiu que o governo agirá "sem pressa", pois, apesar da situação difícil, a economia espanhola não havia registrado "deterioração significativa" no terceiro trimestre ante o anterior.

É a primeira vez que o governo espanhol quantifica resultados de um teste de estresse que será anunciado na próxima sexta-feira. Os resultados desses testes em 14 principais bancos espanhóis servirão de referência para se verificar quais instituições financeiras necessitam de dinheiro europeu e qual o valor.

De Guindos disse que esses recursos serão de uso estritamente dos bancos e não haverá excedentes, descartando que o governo espanhol possa vir a usar o dinheiro para estabilizar a economia. Sobre a especulação persistente de negociações entre Madri e Bruxelas de um resgate soberano, o ministro recordou a declaração dada na sexta-feira pelo ministro das Finanças da Alemanha de que a Espanha não precisa de resgate, e reiterou o compromisso do governo espanhol em reduzir o déficit e reformar sua economia. / REUTERS

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