Bancos estão segurando o crédito, diz Miguel Jorge

Ministro do Desenvolvimento diz que instituições devem parar de ser conservadoras e de conter liquidez

Ricardo Leopoldo, da Agência Estado,

07 Outubro 2008 | 17h06

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, afirmou nesta terça-feira, 7, que, além dos recursos do Tesouro e reservas cambiais oferecidos pelo governo, o setor financeiro privado deveria contribuir para liberar recursos para que as empresas pudessem ter pleno acesso a financiamentos. "Os bancos deveriam parar de conter a liquidez, pois estão segurando dinheiro de crédito. Eles poderiam ser um pouco menos conservadores", disse à Agência Estado.   Veja também: Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise Entenda o pacote anticrise que passou no Senado dos EUA A cronologia da crise financeira  Veja como a crise econômica já afetou o Brasil Entenda a crise nos EUA      Questionado se o conservadorismo dos bancos deveria ser reduzido com a diminuição de compra de títulos públicos e normalização do repasse de crédito às empresas, o ministro foi categórico. "Exatamente, entre outras coisas", comentou. Miguel Jorge não quis entrar em detalhes sobre essas "outras coisas", mas disse que "a Febraban é o melhor lugar para perguntar isso."   O comentário do ministro está em linha com a avaliação do ex-ministro da Fazenda Delfim Netto e o do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, que pedem uma posição menos defensiva dos bancos para restabelecer o crédito às empresas. Em entrevista ao jornalista Ribamar Oliveira, do jornal "O Estado de S. Paulo", Delfim Netto avaliou que a escassez de recursos às companhias ocorre porque os bancos compram títulos públicos "com os quais têm lucro e não tem risco".

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