Bancos estrangeiros reduziram exposição em títulos brasileiros

A exposição dos bancos estrangeiros em títulos da dívida brasileira sofreu uma queda de US$ 1,6 bilhão no segundo trimestre deste ano, segundo dados divulgados hoje pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês). No final de junho passado, ela totalizava US$ 110,1 bilhões, ante os US$ 111,7 bilhões do primeiro trimestre.Os bancos norte-americanos continuavam mantendo em junho a maior exposição em papéis do Brasil, US$ 22,37bilhões. Em seguida, vinham os bancos holandeses (US$ 19,06 bilhões) espanhóis (US$ 18,94 bilhões), britânicos (US$ 9,95 bilhões) e alemães (US 9,43 bilhões).O banco central dos bancos centrais disse que a exposição estrangeira na América LatinaAmérica Latina continuou uma tendência de queda no segundo trimestre. Em março deste ano era de US$ 486,7 bilhões, mas caiu para US$ 474, 8 bilhões em junho. Além disso, os créditos dos bancos estrangeiros na região continuam abandonando o setor não-bancário.Os bancos norte-americanos foram os que mais reduziram sua exposição na América Latina , principalmente no México. Os créditos internacionais dos bancos dos Estados Unidos nos setores bancário e corporativo mexicanos caíram em mais de US$ 2 bilhões, enquanto a sua exposição em moeda local também declinou num valor semelhante.A exposição dos bancos junto aos mercados emergentes atingiu US$ 1,6 trilhão no segundo trimestre, o que representa 9% do total dos créditos dos bancos auditados pelo BIS.

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