Bancos europeus apertam normas para dar crédito

Os bancos devem endurecer ainda mais suas normas de crédito nos próximos meses, caso a demanda por empréstimos a empresas e consumidores continue fraca, destacando um dilema que o Banco Central Europeu (BCE) enfrenta em seus esforços para revitalizar a economia da zona do euro.

FRANKFURT, O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2012 | 03h07

Temores sobre o futuro da zona do euro estão deixando empresas e outros tomadores de empréstimos cada vez mais apreensivos sobre elevar sua carga de dívida e investir em seus negócios, exaurindo a já fraca economia do bloco .

Enquanto isso, bancos têm endurecido regularmente suas normas de empréstimo ao longo dos últimos três anos, em resposta aos problemas da dívida da região, com o objetivo de lidar com as regulações de capital mais rígidas.

Em sua mais recente Pesquisa de Empréstimos Bancários, divulgada ontem, o BCE afirmou que 11% dos bancos dificultaram a obtenção de crédito por companhias no segundo trimestre, enquanto apenas 1% relaxou suas regulações. O balanço líquido de 10% superou a pesquisa do primeiro trimestre, quando o número era de 9%.

Injeção. O levantamento, realizado em um período de duas semanas que incluiu a cúpula da União Europeia de 28 e 29 de junho, destacou que, mesmo medidas políticas excepcionais, como a injeção pelo BCE de 1 trilhão em dívida com prazo de validade de três anos no sistema bancário entre dezembro e fevereiro, não foram capazes de acalmar os nervos dos mercados de crédito.

"Em suas projeções para o terceiro trimestre, bancos esperam um declínio contínuo na demanda líquida por empréstimos, tanto para empresas quanto para pessoas físicas", afirmou a pesquisa, adicionando que bancos também pretendem continuar fortalecendo regularmente suas normas para empréstimos.

O BCE não descartou a possibilidade de oferecer mais uma rodada de empréstimos de baixo custo mas, com a baixa demanda por crédito, comentários recentes de autoridades da instituição sugerem que a opção não está em um horizonte próximo./REUTERS

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