Bancos europeus têm mais de US$ 36 bi em perdas com a crise

Entre eles, o prejuízo maior foi do UBS, com baixa de US$ 14 bilhões em 2007

Danielle Chaves, da Agência Estado,

30 de janeiro de 2008 | 15h56

Os bancos europeus somam baixas contábeis de mais de US$ 36 bilhões em encargos e perdas ligadas ao mercado imobiliário de risco nos Estados Unidos (subprime) e de crédito, conforme anúncios realizados até esta quarta-feira, dia 30. Veja também:EUA divulgam pior PIB em 5 anos e bolsas abrem em quedaOs efeitos da crise do setor imobiliário dos EUA O suíço UBS anunciou em 30 de janeiro que teve baixa de US$ 14 bilhões em 2007. Em dezembro, a instituição havia dito que ainda possuía cerca de US$ 29 bilhões em ativos subprime, mas não atualizou o dado em janeiro. O HSBC, do Reino Unido, disse em 14 de novembro que teve US$ 3,4 bilhões em prejuízo com encargos sobre dívida futura "ruim" em sua unidade financeira no terceiro trimestre. Em 26 de novembro, o banco moveu US$ 45 bilhões em ativos para seu balanço depois que foi forçado a abrir mão de dois veículos de investimento estruturado (SIVs, na sigla em inglês). O francês Credit Agricole em 20 de dezembro anunciou que teria US$ 3,7 bilhões em baixas contábeis antes de impostos em seus ganhos de 2007 com suas obrigações de dívida colateralizada (CDOs, na sigla em inglês) super-sênior e com o reforço das provisões contra a exposição do grupo a seguradoras de bônus especializadas. O Deutsche Bank, da Alemanha, afirmou em 31 de outubro que teria baixas contábeis de cerca de US$ 3,25 bilhões relacionadas à exposição ao mercado subprime, principalmente em CDOs e ativos residenciais lastreados em hipotecas. Na época o banco disse que não esperava nenhuma baixa contábil no quarto trimestre. O francês Société Générale anunciou em 24 de janeiro uma baixa contábil de US$ 3,03 bilhões relacionada à exposição ao setor subprime norte-americano. Além disso, a instituição registrou baixa de 4,8 bilhões de euros em razão de uma fraude de um trader. O inglês Barclays divulgou em 15 de novembro baixas contábeis de US$ 2,55 bilhões na unidade Barclays Capital. O Grupo Royal Bank of Scotland, também inglês, no dia 06 de dezembro registrou uma baixa contábil total líquida de US$ 2,45 bilhões com sua exposição e a do ABN Amro aos ativos subprime. A instituição teve vários bilhões de dólares em exposição a CDOs de alto grau, de médio grau e a hipotecas subprime. O banco baixou suas posições entre 10% e 54%. O suíço Credit Suisse anunciou em 1º de novembro uma baixa contábil de US$ 2 bilhões, dividida entre empréstimos alavancados que não conseguiu vender a investidores depois que a demanda diminuiu, hipotecas residenciais e comerciais e CDOs. O belga-holandês Fortis disse em 28 de janeiro que a explosão da crise subprime pode ter um impacto de mais de US$ 1,48 bilhão, no mínimo. Vários outros bancos europeus, incluindo Lloyds TSB, HBOS PLC e Alliance & Leicester do Reino Unido, BNP Paribas da França e Commerzbank da Alemanha anunciaram baixas contábeis menores que US$ 1 bilhão.

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