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Bancos farão mutirão de renegociação de dívidas em dezembro

Entre os dias 2 e 6, 261 agências nas 27 capitais do País ficarão abertas até as 20h; acordo entre BC e Febraban não prevê padronização de descontos

Bárbara Nascimento e André Ítalo Rocha, O Estado de S.Paulo

21 de novembro de 2019 | 15h39

O Banco Central e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) assinaram nesta quinta-feira, 21, um entendimento que prevê um mutirão de renegociação de dívidas em agências bancárias de todas as 27 capitais do País. Segundo o presidente da Febraban, Murilo Portugal, as agências bancárias ficarão abertas até as 20h entre 2 e 6 de dezembro para renegociar débitos.

 

Ao todo, 261 agências bancárias do Banco do Brasil, Banrisul, Bradesco, Caixa, Itaú e Santander  participarão do mutirão. Segundo Portugal, além de renegociação de dívida, os clientes também terão acesso a orientações de educação financeira.

A medida é parte do Acordo de Cooperação Técnica assinado entre a autoridade monetária e a associação nesta quinta, com o objetivo de promover ações coordenadas na área de educação financeira. O entendimento prevê a criação de um plataforma que, além de conteúdo educacional, irá “medir a saúde financeira" dos que desejarem participar. E, ainda, premiação para incentivar ações de educação financeira.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, destacou que as ações podem atingir 144 milhões de brasileiros.

'Descontos especiais'

O diretor de Autorregulação e Relações com Clientes da Febraban, Amaury Oliva, destacou que não há padronização de descontos ou condições de parcelamento e que os bancos ficarão livres para realizar as renegociações de acordo com seus termos. Ele ponderou, no entanto, esperar “descontos especiais” na semana.

As agências que trabalharão em horário estendido serão divulgadas na próxima segunda-feira, 25, no portal da Febraban. Além da renegociação nas agências, o consumidor também poderá recorrer aos canais digitais dos bancos e à plataforma consumidor.gov.br.

Febraban e BC não souberam mensurar quantas pessoas serão atendidas ou quanto em dívida será negociado. “Não planejamos uma meta, depende do interesse do cidadão e do consumidor de procurar o banco. Esperamos que adesão seja grande porque os bancos estão propiciando condições necessárias”, afirmou o chefe do Departamento de Promoção e Cidadania Financeira do Banco Central, Luis Gustavo Mansur.

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