Bancos internacionais tiraram US$ 41 bi do Brasil no segundo trimestre

Recuo foi o maior já registrado pelo país desde a eclosão da crise financeira de 2008, segundo o BIS

Jamil Chade, correspondente de O Estado de S.Paulo,

21 de outubro de 2013 | 12h23

GENEBRA - Bancos internacionais retiraram do Brasil US$ 41 bilhões em linhas de crédito, capital e exposição em geral no segundo trimestre do ano, na maior queda já registrada pelo país desde a eclosão da crise em 2008. Os dados estão sendo divulgados pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS), que destaca os fluxos financeiros pelo mundo.

Depois de ver uma alta de US$ 39 bilhões na atividades de bancos estrangeiros na economia nacional, o Brasil foi afetado em parte pelas mudanças nas políticas de juros nos EUA. A saída acabou levando a uma alta do real.

No mundo, a contração na exposição de bancos foi de US$ 229 bilhões, a maior desde o final de 2011. Segundo o BIS, os bancos europeus foram os principais responsáveis pela retração.

O crédito internacional chegou a crescer para a China, Taiwan e Turquia. Só para a China o volume de capital aumentou em US$ 54 bilhões. Se em 2007 o País respondia a 8% dos empréstimos, hoje ele bate a marca de 21% entre os emergentes.

Mas sofreu uma queda no caso do Brasil, México, Rússia e Índia. A queda no Brasil acabo pesando da América Latina que, no segundo trimestre de 2013, viu uma contração de US$ 47 bilhões.

Entre os mercados ricos, a queda foi de US$ 179 bilhões. No caso dos EUA, a exposição de bancos ao setor público americano caiu em US$ 100 bilhões, o que revelaria um esforço para reduzir dívidas por parte do estado.

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