Bancos inviáveis da Espanha deveriam ser fechados--presidente BC

Os bancos espanhóis que não são viáveis deveriam ser fechados gradualmente de maneira ordenada, afirmou o presidente do Banco Central da Espanha nesta terça-feira, insistindo que os planos de recapitalização das instituições com problemas devem ser realistas e realizados rapidamente.

Reuters

20 de julho de 2012 | 13h23

Essa é a primeira vez que uma autoridade espanhola admite a possibilidade de fechamento de um banco. Essa perspectiva foi levantada no mês passado pela autoridade de competição da União Europeia, Joaquin Almunia, depois da Espanha ter procurado em junho uma ajuda de até 100 bilhões de euros para seus bancos.

"Se uma entidade não é forte suficiente para garantir seu futuro, ela terá que enfrentar um processo ordenado de dissolução ou liquidação", disse Luis Maria Linde durante audiência no Parlamento.

"Os planos de recapitalização apresentados pelas entidades terão que ser realistas e realizados no curto prazo", completou ele.

Pouco depois, porém, o ministro da Economia, Luis de Guindos, afirmou que a Espanha não está planejando fechar nenhum de seus bancos.

Quatro bancos atualmente nacionalizados, --Bankia, CatalunyaCaixa, NovaGalicia e Banco de Valencia-- podem enfrentar a perspectiva de serem fechados se a Comissão Europeia concluir que o custo de sua recapitalização é mais alto do que o custo de uma dissolução ordenada.

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