Bancos lideram ranking de marcas mais valiosas do Brasil

Itaú é o líder, pela quinta vez consecutiva; Petrobras sobe duas posições e fica em 4º lugar

Agência Estado, Agencia Estado

05 de dezembro de 2007 | 17h58

Três empresas do sistema financeiro ocupam as primeiras colocações no Ranking Interbrand das Marcas Mais Valiosas do Brasil. Depois dos bancos, o setor siderúrgico é o que apresenta posição mais marcante. A pesquisa, que está em sua quinta edição, é realizada pela Interbrand, principal consultoria internacional de avaliação de marcas. Em primeiro lugar, pela quarta vez consecutiva, está o Banco Itaú, cujo valor da marca é de R$ 8,076 bilhões, seguido do Bradesco, com R$ 7,922 bilhões e do Banco do Brasil, com R$ 7,772 bilhões. As três primeiras colocações obedecem à mesma ordem das apresentadas na última edição da pesquisa, em 2005.  Já as cervejarias e fabricantes de refrigerantes não constam do ranking, nesse ano, uma vez que a internacionalização permitiu uma entrada de capital estrangeiro maior do que o estabelecido pela metodologia da Interbrand. De acordo com Alexandre Zogbi, diretor de avaliação de marcas da Interbrand, os principais critérios utilizados pela Interbrand na pesquisa são: ser empresa com capital majoritariamente brasileiro, ser listada em bolsa ou ter publicação regular de suas informações financeiras ao mercado, interagir com o consumidor final e apresentar resultados financeiros positivos. Quarto e quinto lugar Depois de ocupar a sexta colocação no ranking de 2005, a Petrobras subiu duas posições, passando ao quarto lugar, com R$ 5,738 bilhões. Além de seus expressivos resultados operacionais, a sua estratégia de internacionalização tem ampliado consistentemente a presença da marca em novos mercados. Esta presença é reforçada no Brasil com a obtenção da auto-suficiência em petróleo, anunciada em abril. Em quinto lugar, com R$ 4,341 bilhões, está o Unibanco, que ocupava a nona posição na pesquisa anterior. Apesar das consolidações no mercado financeiro das quais o Unibanco não tem participado, a sua marca continua a merecer o reconhecimento e a confiança dos seus correntistas, o que o torna o quinto maior banco do país. A tradição da marca e as ações culturais que promove refletem-se no expressivo valor deste ativo. Exceções A única empresa de bens de consumo a integrar o Ranking Interbrand das Marcas Mais Valiosas do Brasil é a Natura, que, nessa edição, desceu duas posições, com um valor de marca de R$ 4,338 bilhões. Para Zogbi, a previsão é de que, "mantido o atual ritmo de IPO's no Brasil, teremos mais chances de ver novos nomes de empresas de bens de consumo ou serviços nos rankings dos próximos anos", adianta. Como prova de que a valoração de uma marca não depende exclusivamente de seus resultados financeiros, a TAM, mesmo depois do acidente com o vôo 3054, conseguiu subir no Ranking Interbrand das Marcas Mais Valiosas do Brasil, passando da décima colocação em 2005, para a oitava, em 2007 (com valor de marca de R$ 881 milhões), desbancando a Gol, que em 2005 ocupava a oitava colocação, mas que, neste ano, se quer está entre as dez mais valiosas. A TAM é também a única companhia aérea entre as dez mais valiosas. A ferro e aço Este ano, o setor de siderurgia, que antes não integrava o ranking, teve forte presença, com duas siderúrgicas e uma mineradora entre as dez mais valiosas. A Companhia Vale do Rio Doce, agora simplesmente Vale, depois da mudança de marca, ocupa a sétima colocação, com R$ 2,871 bilhões. Líder do mercado transoceânico mundial de minério de ferro e maior mineradora diversificada das Américas, além de maior prestadora de serviços de logística do Brasil, a empresa insere-se no cenário mundial com governança corporativa clara e transparente, compromisso com a causa ambiental e com o investimento no desenvolvimento social das comunidades do entorno das regiões onde atua.  Em nona colocação, está a Gerdau, com R$ 681 milhões, e, em décima posição, a Usiminas, com R$ 626 milhões. A Gerdau tem obtido grande destaque na mídia por conta de sua importância como grupo brasileiro e, sobretudo, pelas suas numerosas iniciativas de consolidação de mercado, por meio da compra freqüente de empresas concorrentes. Para Zogbi, "isso traz dois benefícios: a divulgação da marca e a sua qualidade e referência mundial, ao mesmo tempo em que a internacionaliza, diminuindo os riscos a ela associados". Marco da industrialização no país, a Usiminas tem apresentado, desde a sua privatização, resultados operacionais crescentes, beneficiando-se de uma gestão profissional e da alta de preços do aço no mercado internacional. Tais conquistas a colocam na décima posição do ranking.

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