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Bancos: lucro deve ter crescimento menor em 2002

O crescimento do lucro dos bancos em 2002 deverá ser modesto em relação ao ano passado. A oscilação menor do dólar e o fraco crescimento do crédito poderão afetar os resultados, assim como as provisões crescentes. Pesquisa da Austin Asis mostra que o lucro das instituições cresceu 34,8% no primeiro trimestre, em relação ao mesmo período de 2001, e totalizou R$ 2,424 bilhões. A carteira de crédito subiu 12,1%, para R$ 203,019 bilhões. O estudo aborda 28 instituições que já divulgaram o balanço do período. O avanço expressivo do lucro, no entanto, merece algumas ressalvas, segundo o presidente da Austin, Erivelto Rodrigues. O porcentual foi muito influenciado pelo ganho do Banespa. O banco lucrou R$ 526,292 milhões, com crescimento de 411,4% em relação ao primeiro trimestre de 2001. Segundo ele, é difícil analisar a qualidade do resultado do Banespa porque o banco não divulga balanços consolidados. "O Santander deixa o resultado bom no Banespa e joga os ajustes no balanço de outros bancos controlados, como o Bozano, Simonsen, que teve prejuízo." Vale destacar ainda que, entre as outras grandes instituições, apenas o Banco do Brasil registrou aumento forte de lucro no trimestre, de 155,3%, para R$ 349,017 milhões. O resultado do Bradesco subiu apenas 1,2% e o do Unibanco, 5,6%. Já o ganho do Itaú caiu 19,4%. Para Rodrigues, os gastos com provisões para devedores duvidosos devem afetar os balanços em 2002. Ele disse que isso já ocorreu no primeiro trimestre, quando as despesas de provisões dispararam para R$ 2,637 bilhões, com aumento de 43,6% em relação ao mesmo período do ano passado. As provisões são uma forma de proteção para a curva de inadimplência crescente, segundo o consultor da Austin. Com a economia fraca, os problemas na Argentina e a instabilidade do período de eleição, os bancos preferem diminuir os riscos. O analista-chefe do HSBC Research, Fernando Aoad, acredita que a estabilidade do dólar também deve reduzir o lucro dos bancos neste ano. "O Itaú e o Bradesco, por exemplo, ganharam muito com a desvalorização cambial no ano passado, e isso não deve se repetir." Ele lembrou ainda que essas grandes instituições terão de trabalhar neste ano na incorporação de bancos comprados no processo de consolidação bancária. Outra variável de influência direta nos balanços é o crescimento do crédito, que deve ser menor que o esperado inicialmente. Com o desempenho das carteiras no primeiro trimestre, os próprios bancos reduziram as metas de expansão. A expectativa média passou de 25% para cerca de 15% em 2002.

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