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Bancos nacionais entram na lista das 100 maiores empresas

É a primeira vez que bancos brasileiros aparecem no ranking das maiores companhias do mundo feito pela PwC

LUCIANA COLLET, O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2013 | 02h10

Desde a crise em 2008, os bancos brasileiros tiveram um desempenho superior ao de seus pares internacionais e passaram a figurar no ranking das 100 maiores empresas globais elaborado pela PricewaterhouseCoopers (PwC). É a primeira vez que bancos de capital nacional ficam entre as 100 maiores empresas do mundo. A lista foi organizada com base no valor de mercado entre 31 de março de 2008 e 31 de março deste ano.

O Itaú Unibanco ganhou 69 posições (foi da 147ª em 2008 para a 78ªem 2013). O Bradesco aparece pela primeira vez na lista, já em 96º lugar. Cinco anos atrás sequer figurava entre as 150 maiores. As duas instituições brasileira estão acima de bancos globais como Santander (98º) e Goldman Sachs (99º). O bom desempenho dos brasileiros é atribuído a conjuntura interna do Brasil: foram menos afetados pela crise, beneficiados pelo aumento de renda da população e tiveram fôlego financeiro para fazer fusões e aquisições.

O valor de mercado das brasileiras, porém, soma US$ 358 bilhões - US$ 90 bilhões a menos que em 2008. Parte da perda fica por conta de retrações nas maiores companhias não financeiras do país. A Petrobrás caiu 37 posições (da 12ª para a 49ª) prejudicada pelo congelamento do preço da gasolina no mercado interno e por contratempos na exploração do pré-sal. A Vale desabou 41 colocações (de 26ª para 67ª) com a acomodação de preços e de vendas provocada pela desaceleração da China e da economia global. Mas o movimento das duas gigantes brasileiras não é isolado. Entre as que apresentaram as maiores quedas no mundo estão outras companhias dos setores de petróleo e gás, materiais básicos, concessões de serviços públicos e telecomunicações. Ainda assim, o Brasil manteve a oitava colocação no ranking por nações, atrás de Estados Unidos, China, Reino Unido, Suíça, Austrália, Alemanha e França.

Em nível global, entre as companhias que tiveram a maior expansão estão as de tecnologia, como Google, IBM e Samsung. A Apple avançou 40 posições e atingiu a primeira colocação após ver seu valor triplicar de US$ 126 bilhões para US$ 416 bilhões. A melhor notícia é que as 100 maiores empresas do mundo, no conjunto, recuperaram, o valor de mercado pré-crise. Em 2008, suas ações totalizavam US$ 13,5 trilhões. Em 2009, cerca de US$ 5 trilhões haviam virado pó. Agora somam US$ 13,6 trilhões.

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