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Bancos não apresentarão nova proposta aos grevistas

Os bancos não vão apresentar contraproposta na audiência de conciliação entre bancários e banqueiros marcada para esta quinta-feira, no Tribunal Regional do Trabalho. Segundo o presidente da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), Marcio Cipriano, a proposta de aumento de 8,5% e abono de R$ 30 para quem recebe até R$ 1,5 mil foi negociada com os trabalhadores durante três meses e não teria agora espaço para nova negociação. Os bancários reivindicam reajuste de 25%. "Eles (os bancários) não conseguiram cumprir o lado deles", disse o presidente da Fenaban. Para ele, a greve dos bancários trata-se de um movimento político-sindical. "Você vê integrantes do MST e nada de bancário", garantiu.O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TST), ministro Vantuil Abdala, continua acreditando na possibilidade de um entendimento, segundo informações da assessoria. No caso dos bancos oficiais - Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal -, se não houver entendimento, o dissídio coletivo será necessariamente julgado no TST. Em relação aos bancos privados, os dissídios transcorrem nos TRTs nos Estados. O TST, segundo a assessoria, está preparado para receber o pedido de dissídio, mas os ministros acreditam que o mais provável é que os grevistas aguardem o resultado da audiência de conciliação dos bancários de São Paulo. Esse resultado poderá apontar um rumo para a greve nacional. Se não houver entendimento em São Paulo, a Fenaban pode pedir ao TST que se encarregue do dissídio dos bancários paulistas.

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