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Bancos não baixarão juros com lei de falência, diz economista

O economista-chefe da Trevisan, Luiz Guilherme Piva, afirmou ser pouco provável que os bancos reduzam os juros dos financiamentos para as empresas com a aprovação da lei de Falências, nesta terça-feira na Câmara, após 11 anos de tramitação no Congresso. "As grandes instituições cobram taxas elevadas nos empréstimos, inclusive para pessoas físicas, porque há uma imensa oligopolização da concessão de crédito no Brasil", comentou. "Em muitos países com o nosso perfil, a inadimplência é semelhante e os spreads cobrados pelos bancos são menores, porque há maior concorrência no setor".Na avaliação de Piva, a nova lei de falências é positiva, entre outros fatores, porque pode gerar soluções para os problemas financeiros de empresas em dificuldades, através da gestão compartilhada entre credores e devedores, antes que as pendências sejam levadas à Justiça.Para o economista, contudo, tal legislação sozinha não será suficiente para estimular os empresários e bancos a investirem em novos negócios na indústria, comércio e serviços. "Mais importante é o País ter crescimento sustentável, baixa inflação, população com bom nível de renda e ampliação das linhas de crédito no país", disse.Segundo Piva, algumas medidas de curto prazo são fundamentais para o aumento da concessão de financiamentos na economia. "Isso pode ocorrer com empréstimos, cujos juros seriam diferenciados, como ocorre com a TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), além de orientar os bancos a liberar recursos para linhas de crédito dirigidas a negócios relacionadas ao consumo", comentou.

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