Bancos: opções para financiar imóveis

A opção para os consumidores com renda mensal acima de 12 salários mínimos que querem comprar ou reformar um imóvel usado é procurar um financiamento em outras instituições que não a Caixa Econômica Federal (CEF). São bancos que não apresentaram alteração nas regras desse tipo de financiamento e, portanto, não exigem, como a Caixa, que o interessado faça uma poupança prévia por 12 meses.Pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH), as normas são basicamente as mesmas em todas as instituições. Os juros são iguais, de 12% ao ano. O que pode variar são o prazo de financiamento e o comprometimento de renda exigido pelo banco. Entre as instituições pesquisadas, o prazo varia de 12 anos a 15 anos e o comprometimento de renda de 15% a 25%, dependendo do volume a ser financiado.Vale lembrar que por essa modalidade de crédito é possível financiar somente imóveis no valor de até R$ 300 mil e o valor do empréstimo não pode ultrapassar R$ 150 mil. Para valores superiores, o consumidor terá de recorrer a outros tipos de financiamento, como, por exemplo, o regido pela Carteira Hipotecária. Nessa modalidade, o preço do imóvel pode ser superior a R$ 300 mil. No entanto, o mutuário terá de arcar com taxas de juros mais salgadas, normalmente acima de 12% ao ano.Atualmente, no Bradesco a taxa anual é de 15%; no BankBoston, de 14%; no Itaú, varia entre 14% e 15%, dependendo do valor pretendido para o financiamento; e no Unibanco, de 12,8% ao ano. Mesmo não limitando o valor do imóvel, os bancos podem estabelecer um valor máximo de financiamento. No BankBoston, esse limite é de R$ 300 mil.O comprometimento de renda também é diferenciado entre as instituições, ficando entre 20% e 25%. Portanto, ao procurar um crédito imobiliário é importante que o consumidor avalie vários itens entre diversos bancos.Fique atento aos diferentes sistemas de amortização e garantiaÉ interessante verificar e também entender os diferentes sistemas de amortização e de garantias oferecidos pelo banco. Tanto no SFH quanto na Carteira Hipotecária, o cliente tem no mercado opções para amortizar a dívida e oferecer bem como garantia.Na amortização, as instituições trabalham com a tabela Price e com o Sistema de Amortização Constante (SAC). Quando a Tabela Price é utilizada no cálculo das prestações, o valor da parcela inicial fica menor do que pelo SAC porque a prestação amortiza, principalmente, os juros do financiamento até a metade do prazo. Com isso o saldo devedor cresce, assim como a prestação, com reajuste pela TR.Já no SAC, a prestação inicial é maior do que pela Tabela Price, porque prevê amortização do saldo desde o início do pagamento. Como existe recálculo da parcela a cada mês, com o juro incidindo sobre um resíduo de dívida menor, ao longo do tempo o valor da prestação vai diminuindo.Como garantia, o mercado trabalha com o sistema de hipoteca ou de fidúcia. Pelo primeiro, o imóvel fica hipotecado como garantia de que a dívida será paga ao banco e, ao fechar o financiamento, o mutuário tem a posse e a escritura do imóvel. Na fidúcia, o mutuário recebe a posse do imóvel, mas a escritura será transferida para seu nome apenas depois que todas as parcelas estiverem pagas.

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