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Bancos podem alterar horário de funcionamento

Sob o argumento de contribuir para a redução do consumo de eletricidade, a Federação Brasileira das Associações de Bancos (Febraban) está propondo ao Banco Central (BC) que as agências instaladas nas capitais passem a abrir mais cedo, às 9h, encerrando o expediente ao público às 15h e não mais às 16h. Nas cidades do interior, o horário proposto é das 9h às 14h.O pedido da Febraban será analisado pelo BC, que terá de avaliar as conseqüências sobre diversos mercados, como por exemplo o de câmbio, o de serviço de compensação de cheques e até mesmo o circulante, que trata de abastecer o sistema de dinheiro suficiente para atender a demanda da população. A adoção da medida depende ainda de autorização do Conselho Monetário Nacional (CMN), pois a resolução em vigor exige que os bancos funcionem por um período mínimo de cinco horas, sendo obrigatório o atendimento ao público das 12h às 15h, o que não aconteceria no caso do interior.Segundo o diretor-geral da Febraban, Hugo Dantas, a diferença de uma hora entre o interior e a capital é por causa do volume maior de público nas grandes cidades. Ele afirma que a mudança, aliada a um pacote de outras medidas, que incluem até a possível redução no horário de funcionamento dos caixas eletrônicos, permitiria uma economia de até 28 % no consumo de energia. Sindicado é contra a medidaPara o Sindicato dos Bancários do Estado de São Paulo, a economia obtida com a mudança no horário não será tão representativa. Alguns dirigentes temem que a medida seja usada como desculpa para instituir o fim das horas extras e a adoção do banco de horas. As novas regras também vão contra a proposta do setor de ampliar o atendimento ao público. "As filas nas agências estão cada vez maiores. A saída seria criar dois turnos de trabalho, para que as pessoas pudessem ser atendidas das 9h às 17h", diz o diretor-geral do sindicato, Luis Claudio Marcolino. Segundo o diretor, o público cresce na mesma proporção em que diminuem os funcionários. "Em 1989 éramos 1 milhão, hoje a categoria reúne apenas 430 mil pessoas. Em compensação as tarifas subiram mais de 100% desde 94", queixa-se.

Agencia Estado,

31 de maio de 2001 | 08h05

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