Bancos prevêem mais um corte de 0,50 ponto na Selic

Para instituições, evolução do câmbio, da atividade econômica e da demanda doméstica são principais fatores que podem influenciar o juro nos próximos meses

Agencia Estado

21 de junho de 2007 | 12h47

A maioria das instituições financeiras acredita que o ritmo de corte da taxa básica de juros, a Selic, de 0,50 ponto percentual será mantido por mais um mês, sendo reduzido para 0,25 ponto percentual nas últimas três reuniões do Banco Central no ano. A perspectiva consta de uma pesquisa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgada nesta terça-feira, 19. Os principais fatores que podem influenciar a expectativa dos bancos sobre o juro básico nos próximos meses é a evolução do câmbio, da atividade econômica e da demanda doméstica. "A redução do ritmo prevista (para 0,25 ponto) leva em conta o fato de que os movimentos de política monetária de agora estão mais focados... em 2008", afirmou Nicola Tingas, economista-chefe da Febraban. Dos 41 bancos pesquisados, 92% prevêem redução da Selic em 0,50 ponto percentual na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de 17 e 18 de julho. Para a reunião seguinte, em setembro, pouco mais da metade (58% dos cerca de 30 bancos que responderam a pergunta) estima corte de 0,25 ponto. Uma sondagem da Reuters feita logo após a divulgação da ata do Copom, na quinta-feira passada, apontou que a maioria dos 10 analistas ouvidos acreditava em corte de 0,50 ponto em setembro. A média das previsões ouvidas pela Febraban apontou Selic no final de 2007 a 10,75% e no fim de 2008 a 9,75%. A sondagem foi realizada entre 12 e 15 de junho. Para o Produto Interno Bruto (PIB), a média das respostas de 41 bancos apontou crescimento de 4,27% este ano e de 4,13% no próximo, pouco acima das previsões da pesquisa anterior, feita no final de abril. A estimativa para a inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu ligeiramente, para 3,60% em 2007 e 3,85% em 2008. A perspectiva para o dólar no final de 2007 caiu para 1,94 real, ante 1,98 real no levantamento anterior. Para 2008, a projeção baixou para 2 reais, ante 2,02 reais em abril. Previsões para o setor A sondagem apontou ainda que os bancos estimam um aumento ligeiramente inferior de suas carteiras de crédito este ano em relação a 2006 e uma taxa de inadimplência um pouco maior. A carteira deve crescer 19,65% em 2007, ante a expansão de 20,70% apurada no ano passado. Como em 2006, os destaques devem ser crédito pessoal e financiamento de veículos. Para a inadimplência, o prognóstico é de aumento de 5,55%, ante 4,82% em 2006.

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