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Bancos públicos festejam adesão dos privados

O anúncio de corte dos juros no Itaú e Bradesco provocou um clima de festa nos bancos públicos. Na manhã de ontem, quando a notícia chegou às sedes do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, executivos dos estatais avaliaram que a decisão da concorrência "ratifica" a ação que reduziu juros nos bancos federais.

FERNANDO NAKAGAWA / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

19 de abril de 2012 | 03h04

Uma das razões para a reação da concorrência estaria nos números: em apenas cinco dias, BB e Caixa aumentaram a concessão de crédito em 25% e os dois bancos já emprestam quase R$ 1 bilhão por dia nas linhas beneficiadas pelos cortes das taxas.

"A decisão deles só reafirma que nossa estratégia está correta e foi feita com responsabilidade", diz um executivo de um dos bancos públicos, ao comentar que a ação dos concorrentes "revela que o governo tem razão ao pedir spreads menores".

Nas duas instituições financeiras federais, há o entendimento de que a pressão exercida nos primeiros dias pelo BB e Caixa pode ter assustado os privados e poderia estar por trás da decisão anunciada pelo Itaú e Bradesco, que seguiram HSBC e Santander, que já haviam reduzido os juros.

Ainda não há dados consolidados da migração de clientes dos privados atrás de juros menores, mas Caixa e BB confirmam que as áreas de análise de crédito e cadastro registraram movimento recorde nos últimos dias. No BB, por exemplo, a mesa de análise de veículos recebeu 26 mil consultas na terça-feira, novo recorde. Na Caixa, 28 mil pessoas ligaram em cinco dias, para ter detalhes sobre as novas taxas.

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