Bancos públicos já são responsáveis por 45% do crédito, afirma Mantega

Ministro voltou a cobrar redução de juros: ‘Se eles (bancos privados) ficarem nessa atitude, vão comer poeira como aconteceu em 2009’ 

Gustavo Porto, Bianca Ribeiro e Fernanda Guimarães, da Agência Estado,

17 de agosto de 2012 | 12h54

SÃO PAULO - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, voltou a criticar as instituições privadas bancárias e a cobrar a redução das taxas de juros na concessão de crédito. Mantega afirmou que cobrou, há pouco, do superintendente do Banco do Brasil, o alcance de metas mais ousadas na concessão de crédito, além de ter feito um alerta aos bancos privados. "Se eles ficarem nessa atitude, vão comer poeira como aconteceu em 2009", disse.

Mantega lembrou que os bancos públicos respondem, hoje, por 45% do crédito e que a inadimplência nessas instituições vem caindo justamente pelo aumento da liberação de financiamentos. "Parte da inadimplência que ainda existe é consequência do excesso de crédito de 2010 e outra parte das altas taxas de juros e spreads do ano passado inteiro", disse o ministro.

Banco do Brasil

Mantega disse que o Banco do Brasil (BB) demonstrou que um banco público pode ser "tão bom ou melhor que um banco privado".

O ministro afirmou que o BB, assim como a Caixa, tomou a dianteira para a distribuição de crédito e que está contribuindo para o aumento de investimentos, empregos e consumo do País. "Os bancos privados que despertem porque a concorrência está aumentando. Ou eles perderão espaço".

Mantega disse ainda que a inadimplência cresceu por conta dos juros altos que foram praticados no ano passado tanto pelo bancos privados quanto pelos públicos.

O ministro disse também que o mercado de capitais está se "reativando" e que o mercado de debêntures se tornou competitivo para as empresas diante de uma Selic mais baixa.

Notícias relacionadas
    Tudo o que sabemos sobre:
    Banco publicoBanco do Brasil

    Encontrou algum erro? Entre em contato

    Tendências:

    O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.