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Bancos públicos não devem ser privatizados

O vice-presidente da Nossa Caixa, Joaquim Elói Cirne de Toledo, afirmou que não vê a possibilidade de que os bancos públicos federais estaduais possam ser privatizados - excluindo-se os já em processo de privatização. O executivo disse que não há nenhuma vontade política, tanto na esfera do governo federal quanto no governo estadual, para a venda destes bancos. "Os bancos públicos continuarão sendo públicos por um bom tempo", afirmou Toledo. Ele explicou que os bancos públicos mantiveram suas participações no total de depósitos do sistema bancário nestes últimos anos. "Ao contrário do que muita gente pensa, o crescimento dos bancos estrangeiros no Brasil se deu, principalmente, por meio de aquisições de bancos privados de médio e de pequeno porte", afirmou. Durante sua exposição no Seminário 2001- Economia Brasileira e Cenário Internacional e Perspectivas para os Próximos 11 Meses, promovido pelo Ibef, o vice-presidente da Nossa Caixa ressaltou ainda que o País precisa atingir uma melhor relação entre o passivo externo líquido e o PIB. "Não temos que nos preocupar apenas com a relação dívida pública/PIB, mas também com a relação do passivo externo líquido", afirmou Toledo, lembrando que o déficit em transações correntes, em torno de 4% do PIB, "é insustentável". Para ele, a não solução para este problema poderia levar a uma subida desenfreada do câmbio no futuro, com efeitos negativos sobre a inflação.

Agencia Estado,

30 de janeiro de 2001 | 12h06

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