Bancos querem garantias para empréstimos

GENEBRA

Jamil Chade, O Estado de S.Paulo

30 de junho de 2011 | 00h00

Com a aprovação do pacote de medidas de austeridade em Atenas, a bola volta ao campo da União Europeia para encontrar solução para a crise da dívida na Grécia. Bancos alemães querem garantias de que não haverá quebra do país para abrir seus cofres e participar do socorro que a Europa prepara para os gregos. Hoje, os maiores bancos da Alemanha se reúnem com o governo para fechar a participação. Ontem, as instituições concordaram com o princípio de pagar pelo custo do resgate, mas não a qualquer preço.

No início da semana, a França apresentou plano para permitir que bancos adiem a cobrança dos empréstimos que fizeram à Grécia. Em troca, receberiam papéis da dívida, a serem pagos em alguns anos, dando margem para o país se recuperar da recessão e voltar a ter recursos. Assim, credores participariam dos custos de um segundo pacote para resgatar a Grécia, um ano apenas depois de Atenas ter recebido 110 bilhões da UE e do FMI.

Os bancos franceses já concordaram. A meta dos governos agora é convencer que os alemães aceitem a rolagem de 30 bilhões em dívida. A esperança é que um acordo seja anunciado hoje, permitindo que a reunião de ministros de Finanças da UE, no domingo em Bruxelas, apresente o esboço do que será o plano de resgate da Grécia.

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