Bancos reajustam taxas de juros ao consumidor

As taxas médias de juros cobradas nas linhas de cheque especial e empréstimo pessoal apresentaram pequena alta no mês de setembro em comparação com o mês passado, ficando em 8,85% e 5,28% ao mês, respectivamente. Em agosto, as taxas médias foram de 8,73%, para o cheque especial, e 5,23% para o empréstimo pessoal. Os dados são da pesquisa mensal de juros bancários da Fundação Procon-SP, órgão de defesa do consumidor ligado ao governo estadual.No cheque especial, a maior taxa de juros foi de 9,50%, do HSBC e BCN, e a menor, 7,70%, foi cobrada pela Nossa Caixa. As elevações constatadas ocorreram nos bancos HSBC (de 8,50% para 9,50% ao mês), Caixa Econômica Federal (de 7,98% para 8,25% ao mês), Mercantil de São Paulo (de 8,50% para 8,90% ao mês). A única queda verificada nesta modalidade foi no Banco BCN, que alterou de 9,60% para 9,50% ao mês.Com relação ao empréstimo pessoal verificou-se que a maior taxa foi de 5,90% ao mês, praticada pelo Bradesco e BCN, e a menor, 3,50%, cobrada pelo BBV. As elevações foram verificadas nos bancos Santander (de 5,39% para 5,77% ao mês), Unibanco (de 5,40% para 5,80% ao mês) e o Mercantil de São Paulo (de 4,90% para 5,80% ao mês). As quedas verificadas nesta modalidade ocorreram nos bancos Nossa Caixa Nosso Banco (de 4,95% para 3,95%) e Banco Real (de 5,85% para 5,84%).Considerando que existe a possibilidade de variação da taxa do empréstimo pessoal em função do prazo do contrato, foi estipulado o período de 12 meses, já que todos os bancos pesquisados trabalham com este prazo.Vale lembrar também que os dados coletados referem-se às taxas máximas prefixadas para clientes não preferenciais, sendo que para o cheque especial foi considerado o período de 30 dias.Instabilidade pressiona taxas de jurosOs técnicos do Procon-SP salientam que diante dos recentes acontecimentos nos Estados Unidos, o cenário econômico brasileiro passa por um clima de incertezas. Segundo especialistas, países dependentes de recursos estrangeiros, como é o caso do Brasil, tendem a ser fortemente afetados. Como conseqüência, a pressão do câmbio com maior desvalorização do real frente ao dólar deve permanecer. Para o consumidor, portanto, toda cautela é necessária na decisão de recorrer a empréstimos ou utilizar o cheque especial, pois os juros devem prosseguir pressionados no mercado.

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