Bancos: reclamações podem parar na Justiça

O fato de fazer uma reclamação no Banco Central (BC) ou nos órgãos de defesa do consumidor não significa que o seu problema será resolvido. O acordo entre as partes pode ser árduo e cansativo, e nem sempre favorável ao cliente. É o caso do aposentado, José Silveira, de 58 anos. Em novembro do ano passado, ele efetuou um empréstimo em uma financeira para cobrir um cheque, que seria descontado em sua conta corrente no Banco Bradesco. O dinheiro obtido pelo crédito foi depositado em sua conta.Ao retirar um extrato, alguns dias depois, não constava o depósito e sim, na mesma data, todo o dinheiro havia sido sacado em diversas operações. Silveira garante que nunca emprestou o cartão a ninguém e que só ele conhece a senha. Resultado: vários cheques voltaram e Silveira acumulou mais uma dívida, a do empréstimo. Além disso, seu nome foi incluso na lista do BC e do Serasa.O Bradesco preferiu não dar muitos detalhes sobre o caso. Mas informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não foi detectada nenhuma fraude e que, portanto, não pretende ressarcir o cliente. O caso continua no Procon-SP. Mas tudo indica que o processo vai parar na Justiça. Segundo o BC, se for caracterizada falha no sistema de segurança da instituição ou clonagem de cartão, o banco será responsabilizado e terá de reparar o prejuízo. Esse, porém, é um processo complicado para conseguir provas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.