Bancos se dividem sobre atratividade do leilão de Libra

Após a divulgação nesta semana do contrato de partilha e do edital do leilão do pré-sal, o UBS revisou para baixo o retorno sobre o patrimônio (return of equity, ROE) referente ao prospecto de Libra, que será ofertado em 21 de outubro. O ROE foi revisado de 12% a 15% para 10% ao longo dos 35 anos do período de concessão. O banco disse que, como previsto, as condições melhoraram, porém pouco.

SABRINA VALLE, Agencia Estado

05 de setembro de 2013 | 13h29

O UBS estima pouca atratividade do leilão para empresas não estatais diante de um bônus de assinatura considerado alto (R$ 15 bilhões). O banco diz que o retorno pode ser considerado baixo pelas empresas internacionais não estatais, e também algumas estatais, que mirariam taxas a partir de 20%.

O relatório diz que as mudanças de texto em relação às minutas do edital e do contrato melhoraram a recuperação de custos para as empresas, mas ainda assim o banco considerou a metodologia insuficiente. As empresas poderão descontar custos antes de partilhar o lucro com a União.

O UBS estima que, no melhor cenário, haverá pouca competição, com a Petrobras participando com os 30% mínimos exigidos por lei, e com o lucro partilhado no mínimo requerido (41,65%). O banco calculou o risco de perda de valor entre R$ 0,10 e R$ 1,5 por ação.

Já o Goldman Sachs manteve avaliação positiva para o prospecto de Libra. O banco diz que a produtividade será um fator chave para determinar a rentabilidade do campo. "Se a produtividade vier nos mesmos níveis de outros ativos do pré-sal, esperamos um alto interesse no leilão de 21 de outubro", disse o relatório.

O banco avalia que se a produtividade por poço for semelhante ao mínimo registrado em outros campos do pré-sal (18 mil barris por dia) a taxa de retorno interna (RII) ficaria em 14%, considerando o mínimo de 41,65% que precisa ser partilhado com a União.

"Não ficaríamos surpresos de ver ofertas da parcela da produção a ser partilhada com o governo federal com taxas chegando até 65-70%", disse o relatório. O Goldman Sachs considera baixa a chance de, por falta de lances de outras empresas, a Petrobras ser obrigada a entrar com porcentual acima dos mínimos 30% exigidos por lei.

O banco ressalta que o porcentual oferecido da produção a ser partilhada com o governo dependerá da produtividade por campo que cada licitante usar nos cálculos econômicos sobre Libra.

O Goldman Sachs disse que as alterações feitas no contrato e no edital não mudam a avaliação do banco sobre o leilão e a atratividade de Libra.

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