Bancos tentam tornar seus fundos mais atraentes

Os maiores bancos brasileiros começam a reagir à perda de competitividade dos fundos de investimento em relação à poupança. Segundo apurações, o Banco do Brasil (maior gestor de recursos de terceiros do País) anunciará nas próximas semanas uma redução das taxas de administração de alguns de seus fundos de varejo.

AE, Agencia Estado

19 de junho de 2009 | 08h22

Na semana passada, o Bradesco reduziu o valor mínimo da aplicação de 30 de seus fundos. Segundo nota do banco, o objetivo é criar "condições para que os investidores tenham acesso a fundos mais competitivos em termos de rentabilidade e, dessa forma, possam diversificar sua carteira de investimentos em um cenário de queda de juros". Outras informações apuradas mostram que o Santander Real anunciará nos próximos dias medidas semelhantes às do Bradesco. O Itaú Unibanco informou que até ontem não havia nenhuma mudança prevista para a área de fundos.

Para o professor de finanças da Fipecafi Eduardo Paiva, os bancos estão confiantes na fidelidade dos clientes. "Poderíamos também chamar de preguiça", disse. Na avaliação de especialistas, uma das explicações para as altas taxas de administração no Brasil é a falta de atenção dos clientes ao assunto. Alguns fundos voltados para investidores pessoas físicas chegam a cobrar taxa de 4%. Segundo o sócio-diretor da Advisor Asset Management André Delben, nos Estados Unidos essas taxas oscilam de 0,5% a 1%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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