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Bancos terão até 6 meses para levantar capital, diz Bernanke

Se não conseguirem, afirma o presidente do Fed, o governo irá adquirir ações preferenciais das instituições

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

25 de fevereiro de 2009 | 15h00

O presidente do Fed, Ben Bernanke, disse nesta quarta-feira, 25, que os bancos que precisarem de recursos adicionais terão seis meses para levantar capital privado e se não conseguirem fazê-lo, o governo irá adquirir ações preferenciais conversíveis de tais instituições, disse Bernanke durante a sessão de perguntas e respostas de seu depoimento do Comitê de Serviços Bancários da Câmara. Adicionalmente, tais ações poderão ser convertidas em ações ordinárias para manter os bancos bem capitalizados, acrescentou. No caso do Citigroup, Bernanke afirmou que não considera uma possibilidade a estatização do Citigroup. "Pode ser que o governo tenha de assumir uma participação minoritária substancial no Citigroup e em outros bancos, mas, novamente, nós temos os instrumentos para assegurar que obtenhamos os bons resultados que desejamos em termos de melhora de desempenho", sem os feitos negativos do processo de concordata ou tomada de controle, o que seria prejudicial aos mercados, disse o presidente do Fed. Veja também: UE quer ampliar controle sobre bancos e bolsasReino Unido tem a maior retração desde 1980Tombo nas exportações gera queda recorde no PIB da Alemanha Exportações do Japão despencam 45,7% em janeiro As medidas do empregoDe olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise   Bernanke observou que o objetivo da administração do presidente dos EUA, Barack Obama, com a reformulação do plano de resgate financeiro é assegurar-se de que os 19 ou 20 maiores bancos norte-americanos tenham um volume suficiente de capital de elevada qualidade para atender as necessidades de seus clientes - mesmo em um cenário de enfraquecimento econômico.  Ainda segundo ele, as autoridades federais já tem instrumentos para ajudar os bancos que precisam de capital adicional e voltou minimizar as especulações que circulam nos mercados sobre eventual necessidade de estatização dos bancos. "Não há qualquer necessidade de uma mudança radical, ao invés disso, podemos usar os instrumentos que temos para assegurar que estes bancos se comportem de modo que seja bom para os negócios, em termos de viabilidade de longo prazo, e, ao mesmo tempo, sustente a economia em termos da manutenção dos níveis de empréstimo", afirmou Bernanke. O presidente do Fed definiu estatização como o governo assumindo 100% do controle de uma empresa. "Não acredito que desejemos fazê-lo", afirmou. "Não penso que precisaremos disso", acrescentou. Bernanke disse também que os pequenos bancos estão em boas condições, muitos bem capitalizados e saudáveis.  Mercado imobiliário O presidente do Fed alertou que os "enormes problemas" do mercado imobiliário poderão levar os preços dos imóveis para patamares muito reduzidos. Em depoimento ao Comitê de Serviços Financeiros da Câmara, Bernanke disse que os desafios enfrentados pelo mercado hipotecário combinados ao enorme estoque de imóveis "poderão nos colocar diante do risco real de levar o mercado imobiliário para muito abaixo dos fundamentos". Bernanke disse que o mercado imobiliário está diante de milhões de execuções de hipotecas, o que parece ser mais danoso, não apenas ao tomador de empréstimo e ao cedente de crédito, mas para o sistema de modo mais amplo. "Há um efeito socioeconômico muito maior", afirmou em resposta a uma pergunta feita por um dos congressistas presentes ao depoimento. "Acredito, de fato, que existe tal risco". As informações são da Dow Jones.

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