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Bancos terão que aumentar volume de crédito para casa própria

Os bancos terão que emprestar mais recursos para o financiamento da casa própria. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou hoje resolução que eleva de 45% para 50% o montante de recursos que devem ser liberados pelas instituições financeiras para o financiamento habitacional.Segundo o diretor de Normas do Banco Central (BC), Sérgio Darcy, esse acréscimo deverá ser feito em cima do montante que foi efetivamente aplicado no segundo semestre de 2004.Entre julho e dezembro de 2004 os bancos emprestaram R$ 1,684 bilhão para a casa própria. Neste segundo semestre deverão emprestar R$ 2,526 bilhões. Com isso, o total de recursos que serão direcionados para o financiamento habitacional este ano subirá para R$ 4,526 bilhões, dos quais R$ 2 bilhões já foram efetivamente emprestados até o mês de junho.A oferta de recursos para a casa própria é maior do que a previsão inicial dos bancos. Eles queriam um acréscimo de apenas 30% sobre o montante emprestado no ano passado, que foi de R$ 3 bilhões.MultiplicadoresA resolução aprovada hoje pelo CMN também trouxe outra modificação nas regras em vigor para o financiamento habitacional pelos bancos. Com a intenção de incentivar o empréstimo de valores mais baixos, o CMN já havia criado a figura dos multiplicadores. Um financiamento de R$ 60 mil, por exemplo, se for feito pelo banco com uma taxa de juros de 9% ao ano ao invés dos tradicionais 12%, é contabilizado pelo BC, para efeito de cumprimento das exigibilidades, como se fosse de R$ 180 mil.O diretor do BC explicou que esse incentivo não estava funcionando porque os bancos ficavam presos ao multiplicador pelo prazo do contrato, ou seja, 15 anos. Para mudar essa situação, o CMN resolveu hoje flexibilizar a norma. Agora os bancos podem, por exemplo, reduzir o prazo de aplicação do multiplicador pelo período mínimo de três anos, o que significa que, após esse prazo, o contrato poderá ser renegociado com o mutuário, o que implicará, inclusive, em alteração na taxa de juros.Sérgio Darcy garantiu que o contrato permanecerá equilibrado porque não é interesse dos bancos trabalhar com inadimplência elevada.

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