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Bancos unem forças para acordo coordenado em caso de manipulação do câmbio, dizem fontes

Bancos identificados na investigação britânica sobre suposta manipulação dos mercados globais de câmbio estão pressionando por um acordo coordenado que reduziria a exposição a potenciais danos à sua reputação, segundo fontes jurídicas e bancárias disseram à Reuters.

REUTERS

12 de setembro de 2014 | 15h52

As autoridades reguladoras ainda têm de mostrar uma prova de atividade criminosa ou de manipulação das taxas de câmbio de referência, disseram as fontes, acrescentando que um acordo com o maior regulador financeiro da Grã-Bretanha poderia ser acordado até o final do ano.

As fontes disseram que um acordo com a Autoridade de Conduta Financeira (FCA, na sigla em inglês) está sendo buscado sob base de reconhecimento dos bancos de frouxa governança interna, falhas de supervisão e de violação de conduta por parte de funcionários individuais, mas não de manipulação deliberada do mercado que movimenta 5 trilhões de dólares por dia.

Uma fonte envolvida nas negociações reconheceu que todos os lados estão dispostos a encerrar a parte principal da investigação, tendo em conta o tempo corrido desde então, e que o plano é de coordenar os acordos.

Duas fontes bancárias com conhecimento da investigação disseram que um acordo poderia ser alcançado este ano, com uma delas dizendo que é provável que haja um acordo coordenado.

Tal acordo poderia envolver potenciais multas da FCA sendo cobradas banco por banco, reconhecendo as diferenças entre os vários tipos de má conduta e o grau dos delitos, mas com o regulador anunciando os acordos ao mesmo tempo, disseram várias fontes.

Entre os bancos que cooperam com as investigações estão Barclays, UBS, Deutsche Bank, JP Morgan, Citi e RBS, que se recusaram a comentar o assunto, assim como a FCA.

(Por Jamie McGeever)

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