Bancos vão injetar até US$ 5 bi na Sete Brasil

BRASÍLIA - Os bancos credores vão injetar entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões na Sete Brasil, empresa criada para construir e administrar as sondas da Petrobrás no pré-sal. Os recursos serão desembolsados em financiamentos de longo prazo, em substituição ao que seria liberado pelo BNDES. A informação de que haveria um aporte foi noticiada pelo jornal Folha de S. Paulo.

MURILO RODRIGUES ALVES E IRANY TEREZA, O Estado de S.Paulo

12 de junho de 2015 | 02h06

A parte que ficará para cada banco ainda está em negociação e deve ser definida até o fim do mês. Nesse valor, porém, não estão incluídas as operações que serão fechadas com organismos internacionais e investidores estrangeiros.

Trata-se da única solução para evitar a elevação das perdas para os cinco maiores bancos que concederam financiamento e estão se vendo obrigados a rolar os empréstimo-ponte (financiamento de curto prazo), de R$ 12 bilhões, uma vez que metade do valor emprestado não tem nenhum garantia.

Mesmo assim, o BNDES segue firme na posição de não desembolsar nada à Sete Brasil, assegurou ao Estado fontes a par da negociação. Os bancos credores vão assumir o financiamento de longo prazo, que será usado também para abater uma parte dos empréstimos-ponte. Nada impede que as instituições busquem no BNDES os recursos necessários, mas todo o risco da operação será delas.

A garantia do financiamento do projeto, segundo fontes ligadas à operação, serão as 19 sondas que deverão ser construídas - dez a menos que o lote de 29 do modelo inicial, das quais 28 seriam alugadas à Petrobrás.

De acordo com a Sete, 17 sondas estão em fase de construção, com corte de chapa de aço, dez estão com mais de 30% de avanço nas obras e apenas duas têm mais de 80%.

Estaleiro. O Estaleiro Enseada, um dos fornecedores da Sete Brasil, decidiu conceder férias coletivas a metade de seu efetivo em Inhaúma, no Rio de Janeiro. Ao todo, duas mil pessoas estão licenciadas das funções.

O estaleiro tinha contratos para conversão de quatro plataformas da Petrobrás para o pré-sal e é controlado pelo consórcio formado pelas empreiteiras Odebrecht, OAS e UTC. / Colaborou Antonio Pita

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