Banespa: funcionários devem ganhar

O governo está oferecendo aos funcionários do Banespa 1,248 bilhão de ações ordinárias (ON, com direito a voto) com a possibilidade de ganho próximo a 100% em cerca de um ano. Os funcionários têm até o próximo dia 1 de dezembro de 2000 para realizarem as reservas de suas ações nas agências da instituição. Venilton Tadini, diretor do Banco Fator, responsável pela modelagem do processo de avaliação do Banespa, diz que a regra foi um "claro estímulo para que os funcionários participem do processo de privatização". Segundo ele, não há aplicações de renda fixa que em menos de um ano proporcionem ganho efetivo de quase 100%, porcentual embutido na operação de compra dos papéis para os funcionários. Jouji Kawassaki, diretor da consultoria Lafis, apresenta, no entanto, um outro ponto de vista da questão. "A União, ou seja, toda a sociedade brasileira, deixa de obter, com o subsídio aos empregados, o valor do desconto e mais o ágio dessas ações no pregão de privatização", diz Kawassaki. O preço das ações compreendidas na oferta aos empregados é de R$ 97,38 milhões, obtido pela aplicação de um percentual de deságio de 50% em relação ao valor econômico mínimo por ação do Banespa. O banco que adquirir o Banespa tem a obrigação de comprar dos funcionários as ações no prazo máximo de 180 dias, após decorridos seis meses da data da liquidação financeira da oferta aos empregados. Os papéis devem ser adquiridos por valor equivalente ao preço mínimo por ação atualizado pelo IGP-DI (inflação) desde a data da liquidação financeira da oferta aos empregados, até a data da efetiva recompra. O leilão do Banespa deverá ser no próximo dia 20 de novembro.

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