Banespa: minoritários contra oferta pública

A Associação dos Acionistas Minoritários do Banespa pretende suspender o edital publicado pelo Banco Santander Central Hispano que anunciou, na sexta-feira (dia 23/02), a oferta pública de compra das ações do Banespa. A oferta será encerrada em leilão na Bolsa de Valores no dia 6 de abril. O advogado Bension Coslousky, vice-presidente da associação, diz que está mobilizando os acionistas minoritários para entrar com ação demonstrando que foi uma "desonestidade" divulgar o edital na véspera do Carnaval com uma série de "irregularidades". Segundo o advogado, não houve tratamento eqüitativo entre o acionista que irá vender as ações para o Santander e o que não deseja realizar a operação. Ele observou que para o acionista que concordar com a venda basta informar a funcionário de uma agência do Banespa. Já quem discorda da venda tem que preencher quatro documentos com reconhecimento de firma e realizar a operação por meio de corretora, afirma o advogado. Ele observa que o Santander pagou para o governo R$ 627,67 por lote de mil ações para adquirir as ações do Banespa no leilão de privatização em novembro do ano passado e está oferecendo agora R$ 95,00 por lote de mil ações para os acionistas minoritários. O preço (de R$ 95,00) será corrigido pela Taxa Referencial (TR) até a data da liquidação do leilão. Coslousky entende que o acionista que se omitir terá suas ações (escriturais) vendidas de "forma danosa". Segundo ele, "o valor que está sendo pago pelo Santander para compra das ações do Banespa é irrisório". Ele considera ainda "irregular" o fato de que o Santander Brasil (do mesmo grupo do comprador) estar na coordenação da operação de aquisição das ações. O Santander Brasil e o UBS Warburg coordenam a oferta pública.

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