Bank of America e Citigroup ocultaram dívidas de investidores

O Bank of America (BofA) e o Citigroup esconderam dos investidores bilhões em dívidas relacionadas a empréstimos de curto prazo, mas afirmaram não ter feito isso intencionalmente. Em documentos recentes, os dois bancos revelaram que classificaram erroneamente alguns acordos de recompra de curto prazo, ou "repos", como vendas, quando deveriam ser classificados como empréstimos tomados.

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2010 | 00h00

Um analista de um tribunal de falências afirmou que o Lehman Brothers, antes de entrar em colapso em setembro de 2008, fazia a mesma coisa para tornar o balanço mais atraente. Os "repos" são empréstimos de curto prazo que permitem aos bancos assumir riscos maiores em negociações.

Segundo o BofA, os "repos" classificados como vendas nos últimos três anos variavam de US$ 573 milhões a US$ 10,7 bilhões e "representavam substancialmente menos de 1% dos ativos totais" do banco. No caso do Citigroup, as operações - de US$ 5,7 bilhões até o fim de 2009 e de até US$ 9,2 bilhões nos últimos três anos - envolveram "número muito limitado" das unidades do banco. / DOW JONES NEWSWIRES

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