Banqueiros argentinos se reúnem com BID

Os banqueiros argentinos se reunirão hoje, pela primeira vez, com o enviado do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Aristóbulo de Juan. Eles discutirão propostas para a reestruturação do sistema financeiro argentino. Haverá duas reuniões: uma com os bancos menores (Abapra) do país, outra com os maiores (Aba). O funcionário do BID foi quem desenhou o Hospital de Bancos da Espanha. Enquanto isso, quem também discute as saídas para o problema do "corralito" é o presidente Banco Central, Aldo Pignanelli, que se encontra nos Estados Unidos, onde está mantendo contatos com os diretores do FMI, Anne Krueger e Anoop Singh. Pignanelli apresentará seu plano para liberar parcialmente o "corralito". Ele propõe liberar todos os depósitos em contas correntes e lançar um novo bônus, mais atrativo e com garantias especiais, para os depósitos em prazo fixo reprogramado. Mas para implementar seu programa, o governo necessita de dinheiro novo do FMI, cerca US$ 1,2 bilhão de dólares. Se o presidente do BC, que já tem a benção do presidente Eduardo Duhalde, conseguir avançar nas negociações com o FMI, os dias do ministro de Economia, Roberto Lavagna, estarão contados. Rumores pelos corredores do Ministério de Economia e do Banco Central já falam no substituto para Lavagna: o ex-presidente do BC, Mario Blejer. Ele continua ajudando o governo e Aldo Pignanelli na busca de soluções para a crise argentina. Com o fracasso do plano de Lavagna para a troca de depósitos por bônus, o governo busca o apoio do FMI para o plano de Pignanelli , antes da chegada da comissão de notáveis que tratará do assunto. Duhalde não quer que a comissão tenha o "privilégio" de formular as medidas para sanear o sistema financeiro do país. Ele prefere que a solução saia de dentro do governo. Troca de depósitosO Ministério de Economia permitiu que os bancos ainda recebam hoje as propostas de troca de depósitos por títulos. O prazo regulamentar terminou ontem mas como se apresentaram muitos depositantes para realizar a troca, alguns bancos não puderam atender à demanda. Desta forma, os bancos receberão as trocas até às 16 horas. Leia o especial

Agencia Estado,

17 de julho de 2002 | 12h26

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