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Banqueiros lamentam a morte de Botín

Presidente do Santander, à frente do banco espanhol nos últimos 30 anos, morreu de ataque cardíaco nesta quarta-feira, aos 79 anos

Aline Bronzati , Agência Estado - Atualizado às 14h10

10 de setembro de 2014 | 08h53

SÃO PAULO - O presidente do Conselho de Administração do Bradesco, Lázaro de Mello Brandão, informou, em nota à Agência Estado, que o banco recebeu com "surpresa e pesar" a notícia do falecimento de Emilio Botín, presidente do Grupo Santander. "Líder arrojado e determinado, ele soube posicionar a instituição que comandou nos últimos 30 anos aos postos mais altos da hierarquia financeira internacional. À frente da execução de uma bem-sucedida estratégia de implantação em diferentes mercados, ele fez da casa bancária fundada por sua família uma referência mundial de prestação de serviços financeiros", avaliou ele.

Também em nota, o presidente executivo do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, destacou que Botín, com estilo "arrojado e decidido", liderava desde 1986 um dos mais expressivos crescimentos de uma casa bancária já vistos no mundo. Ele lembrou ainda que 'don Emilio', como era chamado, sempre "demonstrou e injetou" confiança no sistema bancário.  "No Brasil, que visitava com frequência, ele construiu um banco eficiente e competidor leal, transformando o Santander numa referência de dinamismo e desempenho", acrescentou o executivo.  

O presidente executivo da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal, afirmou que Emilio Botín "foi um dos mais destacados banqueiros do mundo, por sua criatividade e capacidade de liderança, além de ter sido um amigo do Brasil, país ao qual sempre dedicou confiança e admiração".

Na opinião de Aldemir Bendine, presidente do Banco do Brasil, a morte de Emilio Botín representa a perda de uma liderança de envergadura global. "O pesar por essa morte não terá fronteiras, assim como não teve o ímpeto empreendedor de Botín. A perda é muito grande, para todos nós, porque além dos afetos e das questões humanas envolvidas, vai-se uma liderança de envergadura global", afirmou. Para Bendine, a gestão do Santander certamente saberá dar continuidade à ousadia e ao destemor de Botín.

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