Baosteel nega interesse em lançar oferta pela Rio Tinto

A Baosteel Group, maior siderúrgica da China em produção, afirmou em seu site oficial que os relatos de que estaria planejando lançar uma oferta pela mineradora anglo-australiana Rio Tinto são falsos. Na segunda-feira, o jornal 21st Century Business Herald noticiou em sua versão online, citando declarações do presidente do grupo, Xu Lejiang, que a Baosteel Group estaria considerando fazer uma proposta pela Rio Tinto. Segundo a imprensa internacional, os chineses poderiam oferecer US$ 200 bilhões pela mineradora.A Rio Tinto já rejeitou uma proposta de compra, que avaliava o grupo em mais de US$ 130 bilhões, recebida da rival anglo-australiana BHP Billiton.A Baosteel disse hoje, no entanto, acreditar que a oferta da BHP terá um impacto significativo na indústria global do aço e no setor de metais não-ferrosos, e que está "acompanhando de perto a situação".As siderúrgicas da China, maior consumidora de minério de ferro do mundo, têm expressado preocupação de que, combinadas, a Rio Tinto e a BHP iriam concentrar muito poder sobre a decisão de preços no mercado de minério de ferro.Em entrevista à rádio Australian Broadcasting Corp. (ABC), o diretor sênior de estratégia e planejamento da Baosteel, Fang Xiaodong, instou o governo da Austrália a intervir para evitar a aquisição. "Acho que o governo australiano deveria tomar alguma ação antimonopólio para evitar a combinação entre a BHP e a Rio, ou qualquer outro tipo de fusão desse tipo no futuro", declarou o executivo. "Esse tipo de comportamento vai prejudicar a livre concorrência. Se o governo australiano assumir uma posição ''deixe estar'', vai enfraquecer o mercado mundial do aço, o que eventualmente deve atingir a Austrália." Em sua primeira declaração oficial sobre o assunto, a Baosteel repetiu os comentários publicados nos jornais estatais de que a companhia não teria recursos financeiros para adquirir a mineradora. O comunicado, no entanto, não colocou um fim aos rumores sobre a possibilidade de uma oferta conjunta de grupos chineses, com o apoio financeiro do governo. As informações são da Dow Jones.

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