Baosteel vê setor siderúrgico da China crescendo menos

Empresa inaugurou nesta quarta escritório no ES da joint venture com a Companhia Vale do Rio Doce

Denise Luna, da Reuters,

03 de outubro de 2007 | 13h03

O presidente da companhia chinesa Baosteel, Xu Lejiang, afirmou nesta quarta-feira, 3, que a produção siderúrgica na China deverá crescer menos nos próximos anos, após ter aumentado de forma significativa em períodos recentes.  O presidente da maior siderúrgica chinesa explicou que a base de comparação "aumentou muito", e que essa elevação levou a produção do país para 500 milhões de toneladas de aço - volume previsto para 2007. Segundo Lejiang, a demanda por minério de ferro da China cresceu quatro vezes em cinco anos, para atender ao crescimento da indústria siderúrgica.  O executivo chinês participou da inauguração em Vitória (ES) nesta quarta-feira do escritório da joint venture da Baosteel com a Companhia Vale do Rio Doce.  As empresas vão construir na cidade uma siderúrgica com capacidade de produzir 5 milhões de toneladas anuais de aço, volume que poderá ser elevado para 10 milhões de toneladas, dependendo do mercado.O investimento total do projeto, que inclui um terminal portuário e uma ferrovia, será de US$ 5,5 bilhões.  Preço do minério e sócio  Sobre o preço do minério de ferro para 2008, assunto frequente nos últimos dias no mercado, Lejiang afirmou que a empresa ainda não começou a discutir o tema. "Nós não estamos negociando preço, é uma questão bastante ampla", afirmou, por meio de um intérprete.  O presidente da Vale, Roger Agnelli, evitou falar sobre o assunto.  Comentários de que o valor do minério poderia sofrer forte reajuste para 2008, depois de um aumento modesto em 2007, têm impulsionado as ações da Vale e outras mineradoras nos últimos dias.  O diretor-executivo de Ferrosos da Vale, José Carlos Martins, afirmou a jornalistas durante o evento que a joint venture busca um terceiro sócio para o projeto.  Segundo ele, a Vale e a Baosteel estão conversando com possíveis interessados e que o BNDES é um dos candidatos a ficar com uma fatia de 20% do projeto, já que a Baosteel pretende ter até 60 por cento e a Vale, até 20%.  Ele informou, no entanto, que o BNDES poderá ter limitações devido a exigências de volume de conteúdo nacional a ser utilizado no projeto e, por isso, podem participar investidores chineses ou mesmo um banco de fomento da China.

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