Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Barack Obama busca apoio no Vale do Silício

Na quinta-feira à noite, foi um jantar em San Francisco com líderes do setor de tecnologia. Ontem, Barack Obama viajou para a cidade de Hillsboro, em Oregon, onde visitou uma fábrica de chips da Intel, e nomeou o presidente da empresa, Paul Otellini, para o conselho presidencial que tem a incumbência de promover o crescimento econômico e a atração de empregos para os Estados Unidos.

, O Estado de S.Paulo

19 de fevereiro de 2011 | 00h00

A agenda do presidente dos Estados Unidos nos últimos dias reforçou a sua aposta em reativar o mercado de trabalho americano por meio do incentivo às atividades de pesquisa e desenvolvimento e à educação, principalmente nas áreas de matemática, ciências e engenharia.

O jantar de quinta-feira aconteceu na casa do investidor John Doerr, da Kleiner Perkins Caufield & Byers. Foi a primeira aparição pública de Steve Jobs desde que a Apple anunciou que ele se afastaria do comando da empresa, para tratamento de saúde. Apesar de mais magro, seu estado de saúde não pareceu tão grave quanto havia apontado, no mesmo dia, o tabloide sensacionalista National Enquirer, que havia dado a ele "seis semanas de vida".

Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, vestiu terno para comparecer ao encontro com Obama, deixando de lado o uniforme de calça jeans, camiseta e camisa de moletom. Jobs, por outro lado, usou sua tradicional camisa preta de gola alta.

Jobs, que já teve câncer no pâncreas, passa por sua terceira licença médica em sete anos. Aos 55 anos, o executivo personifica o sucesso da Apple, empresa que fundou, da qual foi expulso e para a qual retornou, salvando-a da falência e tornando-a uma das mais valiosas do mundo.

Desde a volta de Jobs, a Apple lançou o iPod, o iPhone e o iPad, três produtos revolucionários, que criaram novos padrões a serem perseguidos pelos competidores no mercado de tecnologia.

Com uma taxa de desemprego de 9%, Obama busca aprovação do Vale do Silício. Além de Jobs e Zuckerberg, o jantar de quinta-feira contou com a presença de executivos como Larry Ellison, presidente da Oracle; John Chambers, da Cisco; Carol Bartz, do Yahoo; Dick Costolo, do Twitter; Reed Hastings, da Netflix; e John Hennessy, da Universidade de Stanford. Muitos deles apoiam o Partido Democrata, de Obama.

Críticas. Otellini, da Intel, que foi indicado ontem por Obama para o conselho econômico, foi por vezes crítico às políticas do presidente. Em setembro, ele disse à rede CNN que suas políticas não resultaram em criação de empregos nem em aumento da confiança do consumidor.

Jay Carney, porta-voz da Casa Branca, afirmou, ao explicar a escolha do presidente da Intel, que Obama não busca "reunir pessoas que concordam com ele em todos os assuntos, em cada decisão política tomada, mas criar um ambiente, um conselho, em que boas ideias possam surgir". Obama criou o conselho no mês passado e nomeou para liderá-lo Jeffrey Immelt, principal executivo da GE.

Sobre o jantar, Carney disse que Obama discutiu propostas de investimento em pesquisa e desenvolvimento e mais incentivos para as empresas crescerem e contratarem, além de expor seu objetivo de dobrar as exportações em cinco anos para criar milhões de empregos no país. / AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.