Barack Obama pede 'ações imediatas' do Congresso contra crise

Presidente eleito dos EUA diz que está feliz com reunião do G-20, pois crise requer resposta global coordenada

BBC

15 de novembro de 2008 | 14h03

 O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu ao Congresso americano que aprove medidas imediatas para combater a crise financeira no país. Em um pronunciamento de rádio na manhã deste sábado, Obama disse que ao mesmo tempo em que está feliz com a reunião de chefes de Estado do G20 neste fim de semana, em Washington, "ações devem ser tomadas imediatamente para aliviar a dor de milhares de americanos".   Veja também: G-20 anunciará 50 medidas para evitar novas crises financeiras Manifestantes se reúnem na Indonésia contra o G-20 Ativistas protestam contra o G-20 em Washington Entenda o que está em jogo na reunião do G20 Como foi a reunião do G-20 no Brasil De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise    "Estou feliz que o presidente Bush tenha iniciado este processo porque nossa crise econômica global requer uma resposta global coordenada", disse ele, que não participa da cúpula. "Mas, apesar disso, à medida que discutimos com outros países, nós devemos agir imediatamente para lidar com a crise econômica interna."   O presidente eleito ainda disse estar mais esperançoso do que nunca de que os Estados Unidos "encontrarão o caminho" para vencer seus problemas financeiros. "Eu peço (ao Congresso) que aprove pelo menos uma parte de um plano de resgate maior que criará empregos, aliviará o aperto financeiro das famílias e ajudará a economia a crescer novamente".   "Se não o fizer, esta será a minha primeira demanda como presidente", disse Obama, que tomará posse no dia 20 de janeiro. O pronunciamento foi feito um dia antes de Obama renunciar ao seu cargo como senador pelo Estado de Illinois, o que significa que ele não estará presente ao próximo encontro do Congresso, esta semana.   Reunião do G20   No discurso de abertura da reunião do G20, na noite de sexta-feira, o presidente americano, George W. Bush, disse que a crise financeira internacional não "será resolvida em um dia". "Este problema não se desenvolveu da noite para o dia e não será resolvido da noite para o dia, mas com cooperação contínua e determinação", disse o presidente.   Reunidos em Washington este fim de semana, líderes mundiais esperam chegar a um acordo sobre medidas de longo prazo que serão adotadas para evitar futuras crises e sobre um plano de estímulo econômico coordenado.   No entanto, há divergências entre os países participantes. Enquanto os europeus e países emergentes como o Brasil defendem regras mais estritas e maior regulação dos mercados, os Estados Unidos preferem reformas mais moderadas.   Após o discurso de abertura, o ministro das Finanças alemão, Peer Steinbrueck disse que "a janela de oportunidades" nunca esteve tão aberta. A reunião deste sábado, marcada em caráter emergencial, gerou grande expectativa quando foi sugerida pelo presidente americano, George W. Bush.   Os líderes europeus, sobretudo o presidente francês, Nicolas Sarkozy, chegaram a falar em uma nova arquitetura global ou um "novo Bretton Woods", em comparação à reunião de 1944, que levou à criação do FMI e do Banco Mundial.   No entanto, essa expectativa foi reduzida nos últimos dias. O próprio presidente Lula disse que não se pode esperar resultados concretos porque a reunião seria "apenas o começo" de um processo. Essa é a primeira vez que a reunião do G20 é realizada com líderes de Estado. Na estrutura tradicional, as reuniões são comandadas por ministros da Fazenda e banqueiros centrais.

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