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Barbassa diz que não há valor da capitalização

O diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, explicou hoje à Agencia Estado que a capitalização da companhia se dará por meio de duas operações, tão logo seja aprovada no Congresso Nacional. Na primeira delas, a Petrobras vai lançar ações ao mercado, que poderão ser adquiridas indistintamente pelos sócios (inclusive o governo, que é majoritário). O valor desta operação ainda não foi definido e será avaliado dentro da companhia.

KELLY LIMA E LEONARDO GOY, Agencia Estado

31 de agosto de 2009 | 14h19

Segundo ele, a empresa vai calcular o volume de reservas contíguas às atuais descobertas com novas perfurações na área e com base nestes dados realizará a segunda operação que é repassar ao governo o pagamento por estas reservas, num limite de até 5 bilhões de barris. No projeto, segundo comunicado da Petrobras divulgado hoje pela manhã, está prevista uma autorização para a União ceder onerosamente algumas áreas para a Petrobras, que está sendo chamada de cessão de direito.

Apesar de, durante a reunião ministerial e do conselho político, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ter citado um valor de US$ 10 por barril como sendo um consenso, segundo Barbassa, o valor ainda não está definido. "Tudo vai depender dos valores do petróleo à época da negociação e também do volume que for apurado de reservas nestas áreas", comentou em entrevista exclusiva à Agencia Estado.

Pouco antes, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou que o governo pretende promover uma capitalização de cerca de US$ 50 bilhões por meio de barris de petróleo, levando-se em consideração uma cotação para o óleo em estoque de US$ 10,00 por barril. A capitalização da empresa será objeto de um dos quatro projetos de lei a serem analisados pelo Congresso. Segundo Jucá, o governo chegou a pensar em usar medida provisória (MP) para autorizar a capitalização, mas optou pelo projeto de lei, uma vez que, com a MP, poderia haver interpretação de que a decisão afeta a Lei do Petróleo.

Ainda segundo Barbassa, a Petrobras deverá utilizar o restante do dinheiro adquirido a partir das emissões para investir no pré-sal.

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