Barbassa: Petrobrás quer atrair fornecedores de serviços da China

Segundo diretor financeiro, companhia planeja duplicar sua produção de petróleo durante os próximos 10 anos, . 

Clarissa Mangueira,

31 de março de 2010 | 12h45

A Petrobrás está tentando atrair empresas chinesas para que forneçam serviços para campos petrolíferos, uma vez que planeja duplicar sua produção de petróleo durante os próximos 10 anos, disse o diretor financeiro da companhia, Almir Barbassa.

 

Funcionários da Petrobrás foram à China recentemente, à procura de "empresários que possam estar interessados em fornecer à indústria petrolífera", afirmou Barbassa. A empresa está buscando "expandir a nossa cadeia de fornecimento porque o nosso plano de negócios está crescendo e estamos exigindo mais e mais produtos e serviços", destacou o executivo.

 

Os funcionários da Petrobrás esperam que o plano de capitalização da companhia e o pacote de medidas para a reorganização do quadro regulatório para o setor de petróleo e gás natural brasileiro sejam aprovados pelo Congresso no primeiro semestre deste ano. O plano pretende conceder um sinal verde para que a estatal desenvolva as reservas de petróleo em águas profundas, na chamada camada do pré-sal, o que poderá exigir da companhia investimentos de até US$ 220 bilhões até 2014.

 

A meta para a produção de petróleo é alcançar 5,7 milhões de barris por dia até 2020, em comparação com os 2,6 milhões de barris diários produzidos atualmente.

 

Ao se aproximar das empresas chinesas, a Petrobrás está reforçando os laços com o gigante asiático - um motor do crescimento global. A China já prestou assistência financeira ao Brasil para ajudar a desenvolver reservas de petróleo, como fez com muitos outros países em desenvolvimento na exploração dos recursos naturais dos quais necessita. A China tem importado quantidades crescentes do petróleo brasileiro.

 

Mais cedo, o vice-ministro brasileiro de Energia, André Amado, disse em uma conferência em Pequim, que a Petrobrás está tentando concluir acordos de energia em tempo para a visita do presidente da China, Hu Jintao, ao Brasil em meados de abril. A empresa também tem uma linha de crédito de US$ 10 bilhões com o Banco de Desenvolvimento da China.

 

No front doméstico, Barbassa disse estar confiante que o Congresso vai aprovar o plano de capitalização da Petrobrás no primeiro semestre do ano e que não espera uma redução nos planos de investimento da companhia no caso de o Congresso demorar para tomar uma decisão. As informações são da Dow Jones.

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