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André Dusek/Estadão
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Barbosa admite expectativa de inflação acima do teto da meta

Em audiência no Senado, ministro do Planejamento disse que inflação será em torno de 7% no ano, acima do teto de 6,5%

Célia Froufe, Nivaldo Souza e Anne Warth, O Estado de S. Paulo

17 de março de 2015 | 14h33

Nem o primeiro trimestre chegou ao final e foi dado hoje mais um sinal de que o governo já trabalha com a possibilidade de estouro da meta de inflação este ano. O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, disse nesta terça-feira, 17, durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, que o IPCA deve registrar redução de 2,5 pontos porcentuais em 2016, quando a promessa é atingir o centro da meta de 4,5%. Assim, ao se acrescentar 2,5 pontos porcentuais a esse porcentual, tem-se uma inflação de 7% para este ano. O teto é de 6,5%.

Na semana passada, o Banco Central, que é o responsável por entregar a inflação sob controle, já jogou a toalha dessa missão em 2015 na ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que elevou a taxa básica de juros, Selic, para 12,75% ao ano. Segundo o BC, sua projeção para o IPCA deste ano está acima do centro da meta de 4,5% e ainda subiu mais recentemente.


O discurso adotado desde o final do ano passado era o de que haveria pressão de alta dos preços no início deste ano seguido por um "longo período de declínio". Esse trecho, entretanto, foi simplesmente suprimido da última edição ata do Copom. Apenas no final deste mês é que a autoridade monetária explicitará esse porcentual, no Relatório Trimestral de Inflação. Para o mercado financeiro, de acordo com o Relatório de Mercado Focus mais recente, a taxa deste ano ficará em 7,93%.

Quando não consegue cumprir a meta, o BC é obrigado a enviar uma carta aberta ao ministro da Fazenda explicando os motivos que levaram ao fracasso da missão. A última vez que o documento foi enviado foi em 2004.

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