DIDA SAMPAIO/ESTADÃO
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Barbosa reafirma compromisso com solidez fiscal

Ministro da Fazenda ressaltou que pretende coordenar, em conjunto com o Congresso Nacional, uma pauta de reformas para dar fôlego ao crescimento da economia

Rachel Gamarski, Adriana Fernandes, Lorenna Rodrigues e Bernardo Caram, O Estado de S.Paulo

25 de janeiro de 2016 | 15h53

O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, fez uma defesa enfática do ajuste fiscal em sua mensagem na divulgação do Plano Anual de Financiamento para 2016. O ministro reafirmou o compromisso com solidez fiscal permanente para a retomada do crescimento econômico sustentável, guiada pelo retorno do investimento e da produtividade. 

Para isso, Barbosa avaliou que "deve ser realizada uma contínua reavaliação por parte do gestor público quanto à estrutura e à qualidade da despesa pública". Neste cenário ressaltou que pretende coordenar, juntamente com o Congresso Nacional, uma pauta de reformas que darão fôlego à atividade nos exercícios seguintes, por meio de melhorias no ambiente de negócios e no crédito, acrescentando substância ao crescimento potencial de médio e longo prazos.

Para o ministro, ao indicar uma trajetória de endividamento público sustentável por meio de resultados fiscais perenes, será possível devolver a previsibilidade e a confiança necessárias para o retorno dos investimentos privados, classificados por ele como o "vetor principal de dinamização da economia brasileira".

Entre as dificuldades que o governo deverá enfrentar este ano, Barbosa ressaltou que o ambiente externo tem se mostrado desafiador, com mudanças na política monetária dos Estados Unidos e uma desaceleração mais brusca do que a prevista em países emergentes, principalmente na China. 

"Entretanto, o realinhamento cambial do período permitiu ao País reduzir substancialmente o seu déficit em conta corrente, sendo este agora totalmente financiado pela entrada de Investimentos Externos Diretos", diz a mensagem do ministro divulgada há pouco.

 

Assim, Barbosa ressaltou que o montante de reservas internacionais permite ao Brasil atravessar "eventuais turbulências no mercado internacional sem crise no balanço de pagamento, distintamente do que ocorria com a economia em décadas passadas". 

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