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Barbosa rebate avaliação de Meirelles sobre as contas públicas

Para Nelson Barbosa, ex-ministro da Fazenda, o seu sucessor, Henrique Meirelles, está dando continuidade à estratégia de política fiscal adotada por ele

Rachel Gamarski, O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2016 | 19h14

O ex-ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, respondeu à avaliação de seu substituto, Henrique Meirelles, de que as contas públicas estão piores do que o esperado. Barbosa, que era ministro durante o governo da presidente afastada, Dilma Rousseff, analisa que a equipe escolhida pelo presidente em exercício, Michel Temer, está dando continuidade à estratégia de política fiscal adotada por ele.

O integrante da equipe anterior chama, em documento produzido para responder aos anúncios da nova equipe, de “piso para o déficit primário da União" a meta fiscal com um déficit de R$ 170,5 bilhões. Barbosa culpa a mudança dos parâmetros macroeconômicos como a queda do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,8% por parte do déficit. 

"A revisão dos parâmetros macroeconômicos, que afetou a projeção de receitas e despesas, faz parte dos trabalhos normais de revisão da programação fiscal realizado periodicamente pelas equipes técnicas”, diz o documento que Dilma disponibilizou nas redes sociais. 

A equipe atual também retirou das expectativas as receitas incertas como a CPMF e a repatriação de recursos de brasileiros no exterior. Sobre a exclusão dessas receitas, Barbosa afirma que ações semelhantes já estavam no relatório produzido por ele em março. 

O economista ressaltou ainda que o documento produzido por sua equipe em março não contemplava a renegociação de dívidas estaduais, que estão dentro das estimativas do novo governo.

Novidade. Na avaliação do ex-ministro, há uma mudança súbita de interpretação política sobre a mesma estratégia fiscal apresentada no início do ano e diz que a nova equipe econômica apresentou como  “novidade" algo que já havia sido lançado por ele. 

“A diferença agora é que a equipe econômica resolveu rebaixar excessivamente as expectativas sobre o resultado fiscal para que, de hoje em diante, a adoção de qualquer medida seja retratada como novidade ou avanço por parte do governo interino”, afirmou. 

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