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Barclays admite derrota e consórcio deve levar o ABN

Trio de bancos liderado pelo Royal Bank of Scotland tem até a próxima quarta para detalhar sua proposta

Clara Ferreira-Marques e Niclas Mika, da Reuters,

05 de outubro de 2007 | 10h16

O banco britânico Barclays reconheceu nesta sexta-feira que perdeu a intensa batalha de sete meses pela aquisição do holandês ABN Amro e o trio de instituições financeiras liderado pelo Royal Bank of Scotland caminha para completar a maior compra na história da indústria bancária.   O resultado da disputa pelo ABN é amplamente esperado depois da queda no preço da ação do Barclays, que também está na briga, ter feito sua proposta em ações se distanciar ainda mais dos 71 bilhões de euros (US$ 100 bilhões) da oferta do consórcio de bancos, na maioria em dinheiro.   Em comunicado, o Barclays informou que investidores donos de apenas 0,2% das ações do ABN aceitaram a oferta de compra apresentada pelo banco britânico.   O Barclays era originalmente a escolha do ABN porque queria se fundir com o grupo holandês, formando uma grande instituição no setor financeiro. Mas o banco holandês mudou para uma posição neutra à medida que a distância entre as ofertas do Barclays e do trio de bancos aumentou.   O Barclays receberá 200 milhões de euros (US$ 280 milhões) como multa rescisória pelo contrato com o ABN, cifra que o banco holandês diz ser muito maior que o custo para a preparação da proposta pelo grupo britânico.   A oferta do Royal Bank of Scotland e seus parceiros - Fortis e Santander - terminou às 10h desta sexta-feira, horário de Brasília. O resultado não será imediato - as ações devem ser contadas no final de semana e o consórcio tem até quarta-feira para detalhar o resultado da oferta e até o fim da próxima semana para declarar a oferta incondicional.   As atenções então se voltarão para como o ABN será repartido entre os compradores. O grupo holandês tem mais de 4.500 agências em 53 países.   No Brasil, onde o ABN tem forte presença por meio do ABN Amro Real, os ativos ficarão com o Santander. O espanhol também assumirá os negócios do ABN na Itália.   O Royal Bank of Scotland deve ficar com as unidades de atacado e banco de investimento do ABN e o negócio da Ásia. Já o Fortis ficaria com o negócio na Holanda, assim como as operações de saúde e asset management.

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