ALEX SILVA./AE
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Bares e restaurantes se mobilizam para manter horário de verão

Para associação, mudança no relógio ajuda no movimento dos estabelecimentos, que cresce de 10% a 20% no verão

O Estado de S.Paulo

22 Setembro 2017 | 12h32

Os bares e restaurantes defendem a continuidade do horário de verão. Após a conclusão de estudos que mostram que a medida não proporciona economia de energia, o Ministério de Minas e Energia (MME) decidiu encaminhar a questão para instâncias superiores e o governo agora planeja fazer uma enquete para decidir se o País continuará tendo horário de verão. 

"O nosso setor sempre achou que o horário de verão fosse algo positivo. O movimento em bares aumenta 20% no verão, nos restaurantes, 10%. A gente não pode esquecer que quase todo mundo tem medo de sair à noite, e antecipar o horário sempre dá uma sensação maior de segurança", diz Percival Maricato, presidente da Abrasel-SP, entidade do setor.

A continuidade do horário de verão será uma decisão da Presidência da República. Prevendo polêmica, já que o assunto divide opiniões e tem amantes e detratores, o governo estuda fazer uma enquete nas redes sociais para deliberar sobre o assunto. O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, evitou dar um posicionamento prévio. O presidente Michel Temer é quem vai bater o martelo sobre a questão, segundo apurou o Broadcast. Se vigorar neste ano, o horário de verão começa em 15 de outubro e termina em 17 de fevereiro.

Os bares e restaurantes já fizeram campanhas para aumentar o movimento de clientes durente os meses de verão e agora devem retomar a proposta, oferecendo descontos para quem frequentar os estabelecimentos mais cedo.

A campanha é mostrar para as pessoas como é saudável e agradável sair mais cedo, é mais seguro, tem mais gente que deixa de sair por uma questão de segurança. Existe a questão da Lei Seca, muita gente perde a carteira por isso e mais cedo tem mais acesso a transporte público.

 

 

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