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Barreira a carros deve ser enfraquecida até sexta, dizem montadoras argentinas

Negociações entre Brasil e Argentina para destravar o conflito comercial bilateral serão realizadas na segunda e terça-feira da semana que vem

Marina Guimarães, da Agência Estado,

18 de maio de 2011 | 17h22

As negociações entre Brasil e Argentina para destravar o conflito comercial bilateral serão realizadas na segunda e terça-feira da semana que vem, confirmou o Ministério de Indústria argentino. Antes disso, as montadoras argentinas esperam que os carros bloqueados na fronteira brasileira sejam autorizados a entrar no mercado brasileiro. "A ideia é de que até sexta-feira sejam liberados os primeiros veículos para que os dois países cheguem à mesa de negociação sem pressões", disse à Agência Estado o secretário-executivo da Associação de Fábricas de Automotores (Adefa), Fernando Canedo.

A expectativa é de que nas próximas horas sejam realizados "gestos recíprocos de boa vontade", como se referiu o embaixador do Brasil, Enio Cordeiro, ontem, durante reunião com a ministra de Indústria argentina, Débora Giorgi. Na ocasião, Giorgi pediu ao Brasil a liberação de uma parte dos carros barrados na fronteira. Cordeiro condicionou uma possível resposta positiva à reciprocidade argentina, com liberação de pneus, calçados e baterias.

A Adefa realizou reunião da sua comissão executiva ontem e recebeu uma sinalização positiva do governo argentino. Mesmo assim, os associados discutiram alternativas para o caso de falta de acordo entre os dois sócios do Mercosul. Parte da estratégia da indústria é alertar sobre as consequências de uma retração do setor em ambas as economias. "A fabricação de veículos é um dos dois principais motores da economia argentina. Se cai esse motor, o país vai comprar cada vez menos produtos do Brasil", disse um executivo de uma das 11 montadoras instaladas no país.

"Vamos continuar a produção normalmente até as reuniões", disse o executivo. "A ideia é de ir produzindo e guardando os veículos nos depósitos. Se a restrição persistir, teremos então de encurtar o ritmo de produção."

Até o início de maio, a Adefa projetava uma produção de 840 mil unidades em 2011, das quais 504 mil seriam destinadas às exportações. Deste volume previsto para as vendas externas, 82% tinham o mercado brasileiro como destino. Para o secretário-executivo da Adefa, esses números ainda estão valendo. "Os investimentos realizados nas montadoras instaladas no Brasil e na Argentina, especialmente nos últimos dez anos, foram pensados na complementaridade entre os dois países e em uma matriz exportadora que funciona com esse esquema de produção", disse Canedo. "Os governos sabem disso e da importância de encontrar uma rápida solução para o conflito."

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